Não está nada fácil consolidar a regra que permite aos treinadores dar instruções dentro de quadra para as atletas. A WTA vem fazendo experiências nesse sentido, mas pelo menos entre as jogadoras top fica claro que a idéia ainda não "colou". Exemplos podem ser encontrados no Tier I de Zurique, Suíça, que está em curso e tenta adotar a inovação.
- Eles estão permitindo isso aqui? Eu não sabia - confessou a russa Maria Sharapova, número 3 do mundo e cabeça-de-chave 2 do evento suíço. Depois de informada a respeito, a musa adolescente disse que não recorreria ao treinador, a não ser que estivesse desesperada.
- Eu não apoio isso. Nosso esporte é individual e você joga com o instinto. É isso que faz o tênis tão bom. É você que tem de decidir o que vai fazer. E você chamar seu treinador à quadra durante o jogo seria meio estranho, é como se dissesse à adversária que está precisando de ajuda.
A líder do ranking, Amélie Mauresmo, foi pelo mesmo caminho:
- Não sou favorável a esse sistema. Eu acho que a essência do tênis historicamente - e talvez eu seja conservadora quando tentam mudar as regras - é encontrar você mesma soluções em quadra.
A francesa parece convicta sobre a questão.
- É isso que faz a beleza do esporte. É como dizer 'estou sozinho, o que tenho de fazer?'. Ter ajuda externa é um pouco vergonhoso nesse aspecto do jogo.