Nesta quarta-feira, véspera de feriado prolongado de Finados, passageiros enfrentam o sexto dia de atrasos em vôos nos principais aeroportos do Brasil. Segundo a Infraero, os atrasos variam de 40 minutos a quatro horas.
O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, trabalha com atrasos entre 40 minutos e uma hora. A chuva que atingiu a região não interferiu na operação do aeroporto. Em Cumbica cinco pousos e três decolagens sofreram atrasos durante a manhã.
Já no Rio, ao menos cinco vôos sofreram atrasos de 40 minutos no aeroporto Tom Jobim e no aeroporto Santos Dumont, havia registro de atraso em apenas um pouso.
Os atrasos acontecem em outros aeroportos do país. Em Minas Gerais, no Tancredo Neves, a espera chega a duas horas. Há atrasos, ainda, nos aeroportos de Pampulha, Brasília, Recife e Fortaleza. O movimento causado pelo feriado prolongado tende a causar mais problemas nosd terminais.
A crise começou na última sexta-feira (27), quando os controladores de Brasília iniciaram uma operação-padrão - aumentaram a distância entre os aviões e diminuíram o número de aeronaves vigiadas por controlador. As normas internacionais estabelecem que cada operador deve controlar, no máximo, 14 aeronaves no mesmo instante.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou as principais autoridades do setor na terça-feira (31) e o ministro da Defesa, Waldir Pires, anunciou algumas medidas para tentar conter a crise. Admitiu, porém, não ter garantias de que a situação se normalize nos próximos dias. "Estamos trabalhando para uma solução mais rápida possível", disse.
Entre as medidas anunciadas estão a mudança de rotas para evitar o congestionamento na área do radar de Brasília, suspensão das férias e a abertura de concurso para controladores de tráfego aéreo. Além disso, o governo anunciou a criação de uma cooperativa com representantes de empresas aéreas, controladores de radar e funcionários da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). An cooperativa decidirá em tempo real as prioridades de decolagens e fusões de vôos para diminuir o tráfego.
As agências de viagens mostram-se preocupadas em ser prejudicadas, com desistências ou queda no movimento, caso o problema não se resolva logo. José Zuquim, vice-presidente da regional paulista da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav) acredita que pode haver queda de procura se o problema perdurar, mas acredita que não vai durar por muito tempo.
Rio de Janeiro, 21 de Março de 2026
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