O desembargador convocado Celso Luiz Limongi participou pela última vez, nesta terça-feira (17), da sessão de julgamentos da Sexta Turma e também do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Limongi retorna ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para lá se aposentar no dia 8 de julho, quando completa 70 anos.
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, presidente da Sexta Turma, falou em nome dos demais integrantes do colegiado, destacando a grande espiritualidade, a bondade inesgotável e a humanidade ímpar do desembargador convocado. “O ministro Celso Limongi nos deixa, com sua maneira simples de ser, sua marca: a de que é possível se desincumbir da função jurisdicional com leveza, com um sorriso permanente nos olhos e com jovialidade, independentemente da idade”.
Segundo a ministra, o que mais realça o perfil de Celso Limongi é a sua vocação para a magistratura. “Suas reflexões, ideias e ideais, em cada voto dos inúmeros que proferiu, sempre com a preocupação de ser justo, acima de tudo. É isso, creio, que o torna tão sereno, com um sorriso sempre presente e, acima de tudo, sempre pronto para fazer o bem”, afirmou.
O representante do Ministério Público Federal (MPF), subprocurador-geral da República José Bonifácio Borges de Andrade, e o advogado Alberto Zacharias Toron também se manifestaram, ressaltando o profundo senso de justiça e a grandeza da obra de Celso Limongi.
Emocionado, o desembargador convocado destacou que a admiração por cada um dos colegas ali presentes logo se transformou em amizade, porque a despeito de divergências de entendimentos, o que é muito natural, todos lutam por um único ideal: fazer justiça.
“Todas as divergências mostram quão conscientes nós somos na obrigação institucional de dizer o direito e aplicá-lo ao caso concreto. Esse ideal nos uniu e nos manterá unidos para sempre. Todos nós amamos a magistratura e exigimos que o Poder Judiciário se mantenha independente para que as suas decisões não sofram injunções políticas, a despeito de tentativas frustradas neste sentido”, afirmou Limongi.
Agradeceu a atenção, cordialidade, acolhida e paciência de cada ministro do colegiado e da Corte e também o zelo, dedicação e lealdade de cada servidor de seu gabinete.
No decorrer da sessão houve mais um momento de emoção. Foi quando Limongi julgou seu último processo no STJ. Um habeas corpus que tratava da aplicação do princípio da insignificância. Mais uma vez, o subprocurador-geral da República José Bonifácio Borges de Andrade pediu a palavra para homenagear o desembargador. O ministro Og Fernandes verbalizou a tristeza do momento e a saudade que já começava a sentir do colega, sendo acompanhado pelo desembargador convocado Vasco Della Giustina. Era, de fato, o fim de uma participação exemplar na Corte Superior.
Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026
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