Carrie finalmente se entregou. Se você que é fã da série acha que essa frase se refere à implicância da personagem Carrie Bradshaw com o matrimônio, errou. Em Sex and the City - O Filme, que estréia nesta sexta-feira, 6 de junho, nos cinemas brasileiros, as quatro protagonistas (Carrie, Charlotte, Samantha e Miranda) finalmente se deixam levar por algo que sempre repugnaram: a pieguice.
No entanto, o filme é, sim, divertidíssimo. É também sensato dizer que os figurinos assinados por Patricia Field são espetaculares e merecem um tópico próprio, mais abaixo. No entanto, tudo aquilo que acontecia em narrativa ágil, textos curtos e 21 minutos no programa exibido pela HBO, agora se estende preguiçosamente na telona, durante mais de duas horas. E no cinema, os erros do seriado crescem como se a pinta no queixo que Bradshaw tenta esconder estivesse exposta em um microscópio.
Quatro anos após o desfecho do seriado, Charlotte continua vivendo um casamento feliz com seu marido judeu e sua filha chinesa; Miranda vê seu casamento ruir debaixo de rancores e horas demais no trabalho; Samantha ainda cuida da carreira de seu namorado, mas agora mora em Los Angeles com ele; e Carrie vive um relacionamento tranqüilo com Mr. Big, que agora se chama John.
Mas a tranqüilidade dura pouco no longa-metragem, e quando o drama começa, nota-se a ausência das atividades rotineiras das meninas. Os rituais das fashionistas (que acabaram virando rituais dos seus espectadores), como o famoso brunch no domingo de manhã, está la sem nenhum grande drama ou questão a ser resolvida. Talvez fosse grande demais o risco de colocar trivialidades na tela do cinema, que pede por grandes épicos e histórias de amor.
Sente o drama: Carrie e Big decidem se casar, mas obviamente, o casamento dá errado; após uma preparação megalomaníaca com provas de vestidos de noiva assinados por Vivienne Westwood, Lanvin e Alexander McQueen, é vestindo Vivienne que ela é abandonada.
O clima do filme muda, os figurinos perdem os floridos e ganham xadrezes, cinza e casacos fechados. Samantha percebe que sua vida gira ao redor de um homem, e o típico humor pastelão envolvendo vizinhos cheios de testosterona é ilustrado por looks de volumes ousados, cores fortes e muitos vestidos longos.
Charlotte vive sua fantasia da 5ª Avenida, variando entre os seus conjuntos de cores pastéis, roupas de ginástica e, para a vida noturna, vestidos decotados. Já Miranda continua abusando dos seus cortes retos nos blazers, e de uma cartela de cores frias como azul-marinho, petróleo e cinza-chumbo.
Após 89 looks, muito drama, a ajuda de uma assistente (interpretada por Jennifer Hudson), e uma série de boas piadas, Carrie Bradshaw encontra aquilo que procurava: uma reconciliação com Mr. Big, e um closet gigante de presente.
Preservando ou não os valores pregados pelo seriado em seu primeiro episódio (será que as mulheres podem fazer sexo na cidade como os homens?), Sex And The City - O Filme cumpre o seu discurso. Na cidade, as mulheres têm garantia de duas coisas: grifes famosas, and love.
<i>Sex and the City - O Filme</i> estréia nesta sexta-feira
Carrie finalmente se entregou. Se você que é fã da série acha que essa frase se refere à implicância da personagem Carrie Bradshaw com o matrimônio, errou. Em Sex and the City - O Filme, que estréia nesta sexta-feira, 6 de junho, nos cinemas brasileiros, as quatro protagonistas (Carrie, Charlotte, Samantha e Miranda) finalmente se deixam levar por algo que sempre repugnaram: a pieguice.
Quinta, 05 de Junho de 2008 às 13:14, por: CdB