Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 2026

Sevidores dos Correios aderem à greve no Amazonas

Sexta, 14 de Setembro de 2007 às 16:03, por: CdB

Os servidores dos Correios que atuam no Amazonas decidiram integrar a greve nacional, iniciada na quinta-feira no país. A assessoria de comunicação da divisão regional dos Correios no estado informou que, apesar de a paralisação atingir sobretudo o setor de distribuição, não houve prejuízo substancial para os serviços oferecidos.

Em Manaus, a greve começou hoje nas primeiras horas do dia, com a participação cerca de 270 dos 1,4 mil funcionários que compõem o efetivo estadual.

A pauta de reivindicações inclui reajuste de 47,7%, referente a perdas salariais acumuladas desde 1994; implementação do plano de cargos, carreira e salários; ganho geral de R$ 200; e  mudança de horário nas entregas das correspondências.

— O calor no Amazonas é extremamente forte. Queremos preservar a saúde de nossos trabalhadores, por isso exigimos que as entregas no estado deixem de ser à tarde, quando o sol está mais forte, e passe a ser pela manhã —, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Amazonas, Afonso Rufino.

Segundo o diretor regional dos Correios no Amazonas, José Luís Borges Silveiro, as negociações já estão ocorrendo em Brasília, a partir das reivindicações apresentadas pela federação que representa os sindicatos em todo o país.

— O maior empecilho para essas negociações é o reajuste superior a 47%. A empresa ofereceu um reajuste que pode chegar a 13% até janeiro, um abono de R$ 400, divididos em duas parcelas, e um incremento de R$ 50 no salário de todos os funcionários —, disse Silveiro.

Silveiro diz que as conversas com a categoria continuam.
 
— A expectativa é que haja a possibilidade de se fechar um acordo talvez até no fim do dia. Possivelmente a partir de segunda-feira o assunto esteja normalizado. Caso isso não aconteça, possivelmente a empresa terá que entrar um dissídio trabalhista junto ao TRT [Tribunal Regional do Trabalho] —, afirmou.

O presidente do sindicato diz que a paralisação será mantida enquanto não houver negociação satisfatória entre as partes.

No Amazonas, salário médio de um carteiro é de R$ 700, incluindo benefícios como vale-transporte, vale-cesta básica e plano de saúde.

Os servidores cumprem jornada de oito horas de trabalho, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, eles trabalham até o meio dia, o que pode garantir uma gratificação de 15% sobre o salário-base.

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