Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Severino troca nomes de deputadas contrárias ao aborto em votação

Severino Cavalcanti (PP-PE), presidente da Câmara dos Deputados, excluiu da lista de indicações para votar a legalização do aborto, duas deputadas federais a favor: Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Doutora Clair (PT-PR), por duas contra o tema: Angela Guadagnin (PT-SP) e Elaine Costa (PTB-RJ). Foram indicadas, por consenso, três deputadas. (Leia Mais)

Quinta, 07 de Abril de 2005 às 06:40, por: CdB

Severino Cavalcanti (PP-PE), presidente da Câmara dos Deputados, excluiu da lista de indicações para votar a legalização do aborto, duas deputadas federais a favor: Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Doutora Clair (PT-PR), por duas contra o tema: Angela Guadagnin (PT-SP) e Elaine Costa (PTB-RJ). Foram indicadas, por consenso, um total de três deputadas para participar.

O presidente da Câmara deixou claro que é contrário ao aborto, mesmo nos casos considerados legais, como a gravidez em caso de estupro, e quando há risco para a gestante e o feto. A coordenação da comissão é da Secretaria Especial das Políticas Para Mulheres. A bancada feminina, ao reunir-se semana passada, escolheu, além de Jandira e Clair, a deputada Sueli Campos (PP-RR).

Só que, na última hora, Severino trocou os nomes. A posse dos integrantes da comissão - formada também por representantes da sociedade civil e do governo federal - aconteceu nesta quarta-feira. Jandira disse que estivera com Severino semana passada e que ele teria confirmado a indicação dos nomes escolhidos pela bancada.

- Mas, para surpresa nossa, a lista enviada foi outra. Houve a quebra de um acordo. E não fomos informadas de nada. Aconteceu uma corrida individual por essas vagas - disse Jandira, autora de projeto que regulamenta o aborto no país.

Angela Guadagnin disse que pretende representar na comissão do governo as correntes contrárias ao aborto. Ela é contra até mesmo no caso de estupro. 

- Mesmo estuprada, a mulher deve ter o filho. Se ela abortar, cometerá um crime maior que o cometido pelo estuprador. Se ela não quiser o filho depois, pode encaminhá-lo para adoção - disse a petista.

Elaine Costa afirmou ser contra o aborto, mas disse que está aberta a discussões na comissão. A deputada apresentou-se como uma "católica praticante" e afirmou que pretende conversar com setores da Igreja no Rio para se orientar na comissão.

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