O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), defendeu nesta quarta-feira a ampliação do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dois anos, mas sem direito à reeleição. Ao chegar ao Congresso no início da tarde, Severino manteve seu compromisso de reajustar os salários dos deputados e propôs que os parlamentares que têm criticado o reajuste façam uma carta renunciando ao aumento.
O compromisso de campanha do novo presidente da Câmara foi equiparar os salários dos deputados aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele afirmou que o compromisso terá de ser cumprido.
Severino Cavalcanti informou ainda que, na conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele destacou que foi eleito por uma maioria silenciosa da Casa, que não quer continuar sem voz, deixando claro que o "baixo clero" vai acabar. Segundo ele, há várias coisas que precisam ser feitas, como ações direcionadas a pequenas empresas e ao setor agrícola. Ele afirmou, no entanto, que não será um empecilho para o governo Lula.
O presidente da Câmara ponderou que o governo tem procurado agir em algumas áreas e tem obtido resultados positivos, especialmente no setor rural. Severino elogiou o trabalho do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e disse que o resultado tem sido o aumento da produção rural no país.
Severino deve se encontrar na quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro, porém, ainda não foi agendado. Nesta quarta-feira, ele recebeu o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, que saiu sem falar com a imprensa.