Em discurso a empresários americanos no Conselho das Américas, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, afirmou que o Brasil consolidou sua democracia e alcançou resultados macroeconômicos que comprovam a solidez da economia mesmo durante turbulências políticas.
Entre os indicadores, ele destacou as exportações, que superaram a marca de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 240 bilhões) em 12 meses, e o saldo de transações em conta-corrente que poderão alcançar os US$ 10 bilhões (R$ 24 bilhões) no fim deste ano. Severino lembrou ainda o processo de redução da dívida externa brasileira: "Desde o final de 1999, reduzimos a um terço a relação dívida externa líquida/exportações, que passou de 3,9 para 1,3".
Para Severino, essas conquistas não podem ser subestimadas.
- Devo lembrar-lhes que há apenas 15 anos a economia brasileira era uma das mais fechadas do mundo e que até 11 anos atrás vivíamos os tormentos decorrentes de uma inflação descontrolada - afirmou. Segundo o presidente da Câmara, esses indicadores demonstram que o País aprendeu a separar o transitório do permanente, o relevante do superficial nas últimas décadas e fortaleceu a convicção de que não há alternativa desejável a um regime político que garanta a representação soberana da vontade popular.
Os números positivos não significam, segundo Severino, que o País não tem problemas sérios a enfrentar.
- Ainda sofremos com juros reais demasiadamente elevados. Temos um triste quadro de desigualdades sociais a superar. Precisamos de avanços expressivos no campo da educação, de modo a capacitar os brasileiros para os rigores de um mercado globalizado. Não podemos nos esquecer, adicionalmente, da necessidade de uma reforma política que aperfeiçoe as regras da representação popular.
O presidente da Câmara também transmitiu aos empresários sua garantia pessoal da estabilidade econômica no País, fruto da hábil atuação do ministro Palocci e da presença do ministro Henrique Meirelles à frente do Banco Central.
Ele lembrou que foi eleito presidente da Câmara contra a orientação do governo e nem sequer tenha votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando de sua eleição, sua posição é a de contribuir com o governo no que interessar ao povo brasileiro.
- O Congresso Nacional manterá sempre uma posição de independência com relação ao Poder Executivo e estará sempre estará unido pelo bem do Brasil - concluiu.