O secretário estadual de Turismo, Sérgio Ricardo de Almeida, marcou para o dia 6 de novembro, em local a ser definido, nova reunião para apresentação das questões que mais afligem o setor turístico do Rio, não necessariamente ligadas a questões de segurança, com propostas concretas para uma solução de forma integrada dos problemas relacionados à desordem do espaço urbano.
Nesta terça-feira, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Hudson de Aguiar, mostrou ao Comitê Integrado de Segurança Turística os bons resultados operacionais do policiamento preventivo e repressivo, em parceria com a Polícia Civil, na orla marítima da Zona Sul do Rio. Agora, o setor turístico irá cobrar da prefeitura uma atitude firme com relação à desordem urbana e à população de rua.
- A polícia mostrou que cumpriu o papel dela. Cabe agora aos empresários de turismo cobrarem do município a mesma atitude em relação aos problemas urbanos da alçada dele, fatores que, como se concluiu aqui, mais contribuem para a sensação de insegurança da cidade - disse Sérgio Ricardo.
Na reunião de terça-feira, no 19º BPM, em Copacabana, participararam representantes do setor turístico, comandantes de batalhões da PM, de órgãos governamentais do estado e do município do Rio de Janeiro e nele o comandante geral da PM disse que a sensação de insegurança que predomina nas áreas turísticas cariocas é causada mais pelas consequências da desordem urbana e às condições socioeconômicas da população do que propriamente pela falta de policiamento ou de ações da polícia.
Segundo ele, é muito grande na cidade a presença de camelôs, crianças e adolescentes em total estado de abandono, moradores de rua e estacionamento irregular, entre outros. O coronel citou ainda a questão dos táxis ilegais, os guias de turismo não autorizados, a iluminação precária das ruas, a falta de poda das árvores e a deficiente sinalização turística e do trânsito.
A ocupação deserdenada dos espaços públicos está demonstrada em um vídeo gravado nos últimos dias 30 dias, com cenas do cotidiano de Copacabana e de outros pontos turísticos da Zona Sul, do Pão de Açúcar, da Floresta da Tijuca e do Aeroporto Internacional Tom Jobim.
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- O que era da responsabilidade da Polícia Militar foi cumprido. Reforçamos o policiamento, acrescentando mais veículos bugres, 50 novos policiais no policiamento a pé, implementamos o policiamento com cães e cavalos -, disse o coronel Hudson.
Além disso, segundo o comandante geral da PM, foram acrescentados para essa área um Grupamento Especial Tático Motorizado, um quadriciclo, quatro motos, mais setores de Rádio Patrulha, 34 policiais no controle do trânsito, sete cabines e duas viaturas de Patrulhamento Motorizado Especial.
- Tudo isso apenas no 19º BPM, que se soma ao efetivo do BPTur (Batalhão de Policiamento Turístico), que também dispõe de viaturas e bicicletas na orla da Zona Sul - apontou o coronel.
No encerramento da reunião, ficou acertado que cada setor envolvido na questão da segurança turística apresente dentro de 30 dias um levantamento dos problemas que os afetam.
A primeira reunião dos setores turístico e de segurança fora convocada em agosto, logo após o assassinato de um turista português na Praia de Copacabana, na qual foi criado um gabinete de crise e acertada entre os órgãos participantes a elaboração de uma série de medidas preventivas e repressivas nas áreas de assistência social e de segurança.