Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Setor industrial tem rentabilidade recorde

O lucro das empresas será recorde este ano, o melhor desde 1994, é o que revela estudo realizado pela Serasa, com base nos demonstrativos contábeis de 10 mil indústrias em todo o país, entre janeiro e setembro. Nas grandes empresas, com faturamento acima de R$ 50 milhões, a margem de lucro foi de 12,4 %, se comparado com 2003 que registrou 10,2%. Nas pequenas e médias, a margem de lucro ficou em 5,1% contra 3% em 2003. (Leia Mais)

Quarta, 29 de Dezembro de 2004 às 14:37, por: CdB

O lucro das empresas será recorde este ano, o melhor desde 1994, é o que revela estudo realizado pela Serasa, com base nos demonstrativos contábeis de 10 mil indústrias em todo o país, entre janeiro e setembro.

Nas grandes empresas, com faturamento acima de R$ 50 milhões, a margem de lucro foi de 12,4 %, se comparado com 2003 que registrou 10,2%. Nas pequenas e médias, a margem de lucro ficou em 5,1% contra 3% em 2003.

O estudo mostra também que neste ano as vendas aumentaram a partir do crescimento econômico motivado pela elevação do nível de emprego e da massa salarial, da ampliação do comércio internacional, do aumento no volume de crédito pessoal, da redução da taxa de juros, se comparada com 2003, e do aumento nos investimentos produtivos.

O faturamento das pequenas e médias empresas cresceu 7,2%, o melhor indicador dos últimos nove anos, de acordo com dados de janeiro a setembro. Já nas grandes empresas o faturamento foi de 5,7%.

Na avaliação dos economistas da Serasa, a alta nos lucros é resultado das mudanças feitas pelas empresas como o controle de custos que resultaram em ganhos de produtividade além do reajuste de preços, motivado pelo consumo interno.

- As grandes indústrias, a partir da mudança cambial de 1999, foram favorecidas pelo aumento das exportações, enquanto o desaquecimento da economia nacional comprometeu o desempenho das pequenas e médias indústrias, até 2003. Em 2004 a retomada do crescimento econômico impulsionou o consumo intermediário, favorecendo as indústrias de maneira geral - afirma o relatório.

Segundo o estudo, entre 1999 e 2004 as grandes empresas apresentaram expansão real (descontada a inflação) no faturamento de 79,4%, enquanto as pequenas e médias registraram um crescimento real de 43,2%.

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