Setor de veículos tem que pedir renovação de desconto do IPI
A indústria brasileira de veículos terá que iniciar discussões com o governo federal para a renovação de beneficio tributários em 2015, em meio a expectativa de iniciar o próximo ano com estoques ainda acima da média para um mercado que deve repetir o volume de vendas de 2014, avalia a General Motors.
Em termos de produção, a estimativa dele é de que GM produza 700 mil veículos no Brasil neste ano
A indústria brasileira de veículos terá que iniciar discussões com o governo federal para a renovação de beneficio tributários em 2015, em meio a expectativa de iniciar o próximo ano com estoques ainda acima da média para um mercado que deve repetir o volume de vendas de 2014, avalia a General Motors.
- O IPI vai ser um ponto que vamos ter que levar enquanto indústria. Sem dúvida, a Anfavea (associação de montadoras) vai ter que levar ao governo - disse o presidente da GM para a América do Sul, Jaime Ardila, a jornalistas durante o Salão do Automóvel de São Paulo.
O executivo se referiu ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que teve a elevação de sua alíquota sobre automóveis adiada de julho para o fim deste ano pelo governo da presidente Dilma Rousseff (PT), diante de um quadro de queda nas vendas de veículos no Brasil.
- O IPI como está hoje faz parte da indústria. Consumidor já se acostumou com ele. Se mudar, não pode aumentar - disse o executivo, frisando que a indústria de veículos é uma importante empregadora e responsável por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial.
- Historicamente, a eficácia da redução do IPI já está comprovada. Mas essa não é a única medida que o governo pode tomar - afirmou Ardila, citando ter otimismo em um acordo comercial do Brasil com a Colômbia, mercado em crescimento e onde a GM tem cerca de 26% de market share.
Ele afirmou que o governo brasileiro deveria evitar queda na oferta de crédito para compra de veículos e tomar medidas que permitam queda da inflação e consequente recuo nos juros da economia.
Ardila estimou que a GM deve encerrar 2014 com vendas de 600 mil carros no Brasil, após 630 mil em 2013. Para 2015, ele estimou que a companhia possa obter vendas de cerca de 630 mil unidades.
Em termos de produção, a estimativa dele é de que GM produza 700 mil veículos no Brasil neste ano, "o que é um nível que tínhamos alcançado 6 anos atrás".
Sobre o mercado brasileiro como um todo, Ardila comentou que espera que o setor tenha vendas de 3,4 milhões a 3,5 milhões de veiculo leves em 2014. "O mercado atinge o fundo do poço neste ano", disse ele.
A GM anunciou em meados de agosto plano de investimento de R$6,5 bilhões no país, que serão aplicados em renovação de produtos, desenvolvimento de novos modelos e nacionalização de peças. O novo veículo compacto que a GM esta desenvolvendo para o país não está incluído nessa conta, disse Ardila.
O executivo disse ainda que a indústria brasileira deve iniciar 2015 com estoques ainda altos. Atualmente, o setor está com volume estocado suficiente para 35 dias de vendas, enquanto na GM o nível está em 37 dias.
Ardila disse que se as exportações de veículos do Brasil não crescerem, "vai ser difícil para o mercado absorver. Vamos (indústria) ter capacidade sobrando acima de 1 milhão de unidades em 2016".
No salão, a GM apresentou novas versões de seus modelos, além de uma linha de bicicletas da marca Chevrolet..
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