Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Setor aéreo responde com confiança em crescimento futuro

Quinta, 25 de Setembro de 2014 às 10:39, por: CdB
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O Airbus é o avião mais utilizado na China
A Airbus elevou sua projeção de 20 anos para a demanda por aeronaves, nesta quinta-feira, citando o crescimento em mercados emergentes, com a China prestes a se tornar o motor do mercado mundial de aviação. A fabricante europeia de aviões disse ter constatado forte demanda por suas aeronaves de corredor duplo e longa distância, conforme restrições de aeroportos forçam as companhias aéreas a substituir aviões menores em algumas rotas, e disse que pode acelerar planos de produção para os aviões comerciais A330neo e A350. A Airbus vê demanda total por 31,4 mil aeronaves de passageiros e cargueiros entre 2014 e 2033, aumento de 7% em relação à sua previsão de 20 anos anterior. Isso seria equivalente a US$ 4,6 trilhões em receita para o setor, a preços de lista. Durante esse tempo, a frota mundial em serviço dobrará e a China deve desbancar a América do Norte como o maior mercado doméstico em uma década, disse o chefe de vendas da Airbus, John Leahy, em entrevista. A Airbus e a rival norte-americana Boeing são as únicas fabricantes de aviões comerciais de corredor duplo e de longa distância. Elas também dominam o mercado para aeronaves de corredor único e médio alcance com o Airbus A320 e o Boeing 737. Ambas as fabricantes optaram por atualizar seus populares modelos menores com novos motores que permitem economia de combustível às companhias aéreas. Na categoria de corredor único, a Airbus também espera que companhias aéreas façam uma transição gradual para o maior membro da família, o A321neo, que comporta até 240 pessoas. – A demanda está mudando em direção ao A320 e o A321, mas também está saindo do corredor único para o corredor duplo – disse Leahy. Lucro no teto Ainda no setor aéreo, a Ryanair, maior companhia aérea de baixo custo da Europa, disse nesta quinta-feira esperar que seu lucro líquido para o ano consolidado fique na extremidade superior da estimativa atual, de entre 620 milhões a 650 milhões de euros (US$ 788 a US$ 826 milhões), devido a um número mais alto de passageiros. O presidente-executivo da companhia, Michael O'Leary, afirmou na assembleia geral anual da empresa que a Ryanair espera agora um total de 87 milhões de passageiros este ano, ante uma previsão anterior de 86 milhões, devido ao que descreveu como um recorde de reservas para voos futuros. No entanto, O'Leary advertiu que a administração está "cautelosa" com a nova previsão de lucro, dizendo que a companhia é fortemente dependente do "yield" - receita média por milha por passageiro - na segunda metade do ano financeiro da empresa, que vai até o final de março. A companhia aérea com sede em Dublin deve anunciar seus resultados do primeiro semestre em 3 de novembro. Juros em alta Em outro sinal de saída da crise, o Federal Reserve, (Banco Central dos Estados Unidos, na sigla em inglês), pode começar a elevar os juros por volta da primavera de 2015 (no hemisfério norte), na ponta inicial das expectativas do mercado, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher. – É assumido no mercado que começaremos nossa elevação das taxas de juros em algum momento entre a primavera e o verão (do hemisfério norte). Não vou dizer o que estamos falando internamente, isso não seria apropriado, mas talvez mais cedo do que mais tarde – disse Fisher, membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, em conferência em Roma. O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou menos que o esperado na semana passada, sugerindo uma aceleração no crescimento do emprego em setembro. Os novos pedidos subiram em 12 mil na semana encerrada em 20 de setembro, para 293 mil, segundo números ajustados sazonalmente, informou o Departamento do Trabalho dos EUA, nesta quinta-feira. Os dados da semana anterior foram revisados para mostrar mil pedidos a mais do que divulgado anteriormente. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters haviam estimado que os pedidos avançariam para 300 mil na semana passada. A média móvel de quatro semanas, considerada uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho já que atenua a volatilidade semanal, recuou em 1.250 pedidos, para 293.500. Os pedidos estão perto de seus níveis pré-recessão, um indício de que as condições do mercado de trabalho estão se tornando mais apertadas apesar da forte desaceleração do crescimento do emprego em agosto.
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