Sete pessoas queimadas no ataque a um ônibus da linha 350 (Passeio-Irajá), na noite de terça-feira, ainda estão internadas em hospitais do Rio.
Os dois casos mais graves estão no Centro de Queimados do Hospital do Andaraí: um homem, que perdeu a mulher e a filha de pouco mais de um ano, que está com 40% do corpo queimado; e uma universitária, que tem queimaduras em 50% do corpo.
Na quarta, cinco dos feridos tiveram alta. Eles tiveram queimaduras leves nas mãos, pernas e rosto.
O ataque dos traficantes começou por volta das 22h de terça-feira. Na esquina das ruas Irapuá e Piquiri, na Penha Circular, quatro mulheres jovens fizeram sinal para o ônibus.
Assim que o coletivo parou, um homem entrou e arrastou o motorista para fora. Em seguida, outro homem subiu com duas garrafas de gasolina e, apesar dos apelos dos passageiros, ateou fogo no veículo.
Segundo testemunhas, outra mulher o acompanhava e, do lado de fora, pelo menos 10 envolvidos observavam e atiravam pedras no ônibus.
Encurraladas no veículo em chamas, cinco pessoas morreram, entre elas uma criança de pouco mais de 1 ano de idade, e 14 ficaram feridas por queimaduras.
Segundo passageiros do ônibus da linha 350 (Passeio-Irajá), os bandidos não deixaram o motorista abrir a porta traseira para que as pessoas saíssem.