Os servidores de 31 órgãos públicos farão mais um dia de protesto, nesta quarta-feira. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Federal (Condsef) espera reunir 10 mil trabalhadores para participarem de uma marcha nacional, em Brasília. A greve do funcionalismo público acontece desde o dia 2 deste mês.
Os funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reivindicam reajuste salarial de 18%, pelas perdas sofridas desde 1995, um plano de carreira para as categorias, paridade entre ativos, aposentados e pensionistas, incorporação das gratificações ao salário e a realização de concursos públicos. Eles não aceitam a proposta do governo do aumento de 0,1%.
O início da marcha será na Catedral de Brasília e seguirá para o Palácio do Planalto, onde haverá uma manifestação. Em seguida, eles seguirão para o Ministério da Justiça, para um ato contra a corrupção e em favor da ética no serviço público.
Na terça-feira, os servidores realizaram um ato na Esplanada dos Ministérios, reunindo quatro mil pessoas, segundo a Condsef.
Desde que entraram em greve, houve apenas uma reunião dos grevistas, e foi com o ministro do Planejamento Paulo Bernardo. Mas, como informou Pedro Luiz Totti, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), os grevistas irão se reunir nesta quarta com o ministro Romero Jucá da Previdência. Nesta quinta, a categoria fará um encontro para negociar com o Ministério do Planejamento.
O diretor da Condsef, Sérgio Ronaldo da Silva, disse que se o governo não negociar, os servidores continuarão em greve:
- Nós esperamos que o governo tenha entendido o recado e que essa resistência dos servidores não vai acabar enquanto não tiver uma resposta às nossas pautas de reivindicações.
No Brasil, a Previdência estima que a paralisação tenha fechado 30% dos postos, e 80% dos servidores do INSS aderiram ao movimento, de acordo com o CNTSS. Já no Estado de São Paulo, a paralisação fechou 56% das 164 agências.