Os servidores do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, protestam, na mahã desta segunda-feira. Eles querem o fim do comportamento ditatorial do diretor Carlos Alberto Chaves que vem ameaçando com demissão cooperativados e servidores em greve. O diretor também arrancou faixas da paralisação colocadas no hospital.
Desde que Chaves assumiu a direção do Adão Pereira Nunes, além do relacionamento com os profissionais, também as condições de atendimento e trabalho têm piorado: Inúmeros aparelhos estão quebrados, falta todo o tipo de material, tetos de enfermarias têm caído, há goteiras, infiltrações e grandes rachaduras nas paredes.
Está prevista para esta quarta-feira, dia 10, às 17h30, a segunda rodada de negociação com o secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, desde o início da greve dos hospitais estaduais, em 2 de junho. Na primeira, em 2 de agosto, Cantarino se comprometeu a definir uma agenda de negociações e convocar a secretaria estadual de Administração para estudar a possibilidade de atender, ao menos, parte da pauta de reivindicações. A greve chega hoje ao 68º dia, sem solução para o impasse.
Os servidores esperam que nesta segunda rodada, o subsecretário Ismar Bahia esteja presente para que possam ser discutidas as questões relativas a condições de trabalho e atendimento, como: convocação de concursados, novo concurso público, desabastecimento da rede, falta de comida, elevadores e equipamentos quebrados, entre outros. O debate destes temas não foi possível na primeira negociação, devido, segundo disse Cantarino, à ausência do subsecretário.
Os servidores e prestadores de serviço reivindicam: fim das cooperativas, reposição salarial (estão há 10 anos sem reajuste), implantação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), concurso público imediato.