Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Servidores negam informações do Governo Federal sobre salários

Segunda, 03 de Março de 2008 às 08:49, por: CdB

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) vai  divulgar um estudo econômico contestando a Portaria 376 do Ministério do Planejamento, que contém demonstrativo da remuneração de cargos e empregos da Administração Pública direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo Federal. A informação é do secretário executivo da Condsef, Josemilton Costa
 
De acordo com nota do ministério, “a remuneração média das principais carreiras e da maioria dos quadros de pessoal dos órgãos da Administração Pública Federal dobrou entre o último ano do governo Fernando Henrique Cardoso e o início do segundo mandato do governo Lula”.
 
Para Josemilton o demonstrativo não procede.

– Não é correto pegar a média do Ministério da Fazenda, que tem 18 mil auditores fiscais que ganham até R$ 12 mil, somar com os 27 mil do Plano Geral do Poder Executivo (PGPE), que são os miseráveis do serviço público, e fazer uma média. Dessa forma, significaria que os PGPE estariam ganhando em média R$ 5 mil? Isso não é verdade, contestou.
 
O sindicalista adiantou que o estudo do Condsef irá mostrar a realidade dos engenheiros, médicos e economistas do serviço público federal.

– Tem médico do Ministério da Saúde ganhando R$ 3.200 mil enquanto no Judiciário alguns ganham R$ 24 mil, afirmou.
 
Segundo Josemilton, grande parte da administração pública com nível superior ganha abaixo de R$ 3 mil, e o poder de ganho da grande massa dos servidores vem caindo, apesar de alguns implementos nos salários, mas estão longe de recompor as perdas históricas.
 
Na sua opinião, o governo deveria corrigir as distorções que mantêm os salários achatados, e depois criar uma política que dê reajuste linear para todos.
 
O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, não quis falar sobre o demonstrativo das remunerações. Por meio de sua assessoria, comunicou que o “momento político não é bom para falar”.

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