Rio de Janeiro, 18 de Fevereiro de 2026

Servidores mantêm greve após ultimato dos Correios

Terça, 18 de Setembro de 2007 às 08:00, por: CdB

A greve dos servidores dos Correios entrou no sexto dia nesta terça-feira. Na segunda, os funcionários não aceitaram a totalidade da proposta feita pela estatal e decidiram manter a paralisação. Nos Estados, a categoria se reúne em assembléias pela manhã e, à tarde, deve haver uma reunião entre o Comando de Negociação, a diretoria dos Correios e o ministro Hélio Costa.

Na segunda-feira, a estatal estabeleceu um prazo até o meio-dia de terça-feira para que os grevistas voltem ao trabalho. Caso a paralisação permaneça, a empresa vai recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), para ajuizar dissídio coletivo e tentar buscar uma conciliação judicial.

De acordo com Elias Frutuoso Gino, integrante do Comando de Negociação, a empresa só alterou, na proposta, algumas condições nos auxílios creche e de saúde, mas manteve a oferta de reajuste de 3,74%, referente à inflação do período, e abono de R$ 400. — Continuamos com a mobilização, com a greve. Só existe esse ponto (o salarial) para discutir — afirmou.

Durante a paralisação, o setor mais afetado foi o de entregas. A estimativa dos Correios é de que pelo menos 6 milhões de correspondências e objetos deixem de chegar aos seus destinos por dia com a greve. Desde quinta-feira, este número alcança 18 milhões.

Serviços prejudicados

As agências que aderiram à greve não estão fechadas, elas operam parcialmente. Com isso, as cartas que foram postadas até quarta-feira, estão sendo entregues aos destinatários. No entanto, serviços como o Sedex-Hoje, de entregas no mesmo dia, e Sedex-10, em que as postagens são entregues na manhã do dia seguinte, o Disque Coleta, no qual a ECT busca correspondências nas próprias empresas para postagens, o Sedex Mundi (internacional) e o Exporta Fácil estão suspensos nas cidades onde há paralisação.

Os funcionários dos Correios estão em greve desde a última quarta-feira. A categoria pede uma reposição salarial de 47,77%, um aumento líquido de R$ 200 no salário dos trabalhadores, adicional de periculosidade e melhores condições de trabalho. A assessoria de imprensa dos Correios informou que 12 mil carteiros, 1 mil operadores de carga e 386 motoristas estão paralisados. Esse total representa 20% do efetivo. Já o comando de greve afirma que 80% dos empregados aderiram à greve.

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