De acordo com a decisão da assembléia realizada, na segunda-feira, os servidores municipais dos hospitais da Lagoa e de Ipanema decidiram paralisar suas atividades, nesta terça-feira. Apesar da greve, os funcionários estão atendendo os pacientes que tiveram suas consultas marcadas antes da paralisação. Eles reivindicam o pagamento das gratificações por produtividade e também por chefia.
A suspensão do pagamento foi determinada pelo prefeito Cesar Maia e nem a liminar obtida na Justiça pelo Ministério da Saúde conseguiu evitar que os profissionais lotados nos hospitais sob intervenção ficassem sem parte dos salários.
Segundo a presidente da Associação dos Servidores do Hospital de Ipanema, Vera Lúcia Marques, o objetivo da greve não é causar prejuízos à população. Por isso, uma equipe de servidores vai trabalhar na triagem dos pacientes para evitar que doentes graves deixem de ser atendidos.
No Hospital da Lagoa há 890 servidores municipais, que representam dois terços do total de funcionários na unidade. Ainda nesta segunda-feira, os funcionários municipais dos hospitais de Ipanema, Andaraí e Cardoso Fontes se reúnem em assembléia e também podem decidir pela greve.
A prefeitura do Rio de Janeiro informou que as gratificações serão pagas em folha suplementar. Segundo a prefeitura, o pagamento das gratificações referentes a março não foi incluído no salário que está sendo pago hoje porque a folha já estava fechada quando houve a determinação judicial garantindo o pagamento integral dos salários dos servidores municipais lotados nas unidades sob intervenção.
Os funcionários disseram que só suspenderão o movimento quando a Prefeitura pagar as gratificações por produtividade que chegam a 60% dos vencimentos.