Os serventuários do Tribunal de Justiça da Paraíba entrarão em greve nesta quinta-feira, para reivindicar melhores condições de trabalho. O desembargador Júlio Aurélio, presidente do Judiciário, participou das negociações com os trabalhadores e afirmou que ficou surpreso com a notícia, anunciando uma greve geral já a partir desta quarta:
- O momento é inoportuno para a paralisação, principalmente, por se tratar de imposições a uma Mesa Diretora que tem apenas três meses de mandato. A Mesa já conseguiu pagar uma quantidade enorme de débitos remanescentes e vem, aos poucos, regularizando outros pagamentos, como pecúnias dos próprios servidores, atualização de diárias e orçamento para um reajuste no início do próximo ano.
- Não vou admitir 'radicalização num processo, onde os setores técnicos do Tribunal estão mostrando as possibilidades legais e impossibilidades na concessão de melhorias - destacou Aurélio Coutinho.
Ele frisou que os servidores devem refletir, pois, no caso de radicalização defendida por algumas lideranças, o ''Tribunal tomará as providências cabíveis''.
Ele advertiu que a sociedade que paga os salários dos servidores públicos não pode ser penalizada. Por isso, "é importante que haja sensibilidade para evitar conseqüências indesejáveis". Ele acrescentou que ofereceu propostas e sugestões e ainda anunciou uma posição inédita, a inclusão das categorias para a formação de um orçamento participativo para 2006 no Poder Judiciário.
O desembargador observou ainda que mostrou a repercussão no aumento de gastos, que comprometem os limites de gastos com pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal.
- Não podemos ser irresponsáveis e conceder vantagens acima dos limites da lei - disse.