Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social não chegaram a um acordo com o governo em reunião nesta quinta-feira e decidiram continuar a greve iniciada há dois dias.
O ministro da Previdência, Amir Lando, segundo relato dos grevistas, apresentou como principal obstáculo à reivindicação de aumento salarial de 54% a falta de verbas no Orçamento.
- Nós apresentamos uma pauta com oito pontos ao ministro e ele disse que poderia resolver imediatamente apenas dois. Isso é insuficiente para nós interrompermos a greve - disse o diretor da Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) Pedro Luis Totti.
O ministro sinalizou que pode vir a alterar um termo de adesão, assinado no final de 2003, pelo qual um aumento de 47,11% está atrelado à proibição de os servidores do INSS entrarem com processos judiciais contra a União.
O outro ponto que Lando admitiu aceitar seria a extensão do prazo, que acabou em 12 de abril, para os servidores entrarem no plano de reestruturação da carreira. Para discutir o restante da pauta de reivindicação, haverá uma nova reunião com técnicos do ministério na sexta-feira.
Segundo o ministério, a greve do INSS atinge 30% dos postos de atendimento. Os grevistas ainda não fizeram uma avaliação precisa, mas afirmam que a adesão é de 50%. A paralisação dos funcionários da Previdência faz parte da mobilização organizada pela Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais (CNESF), que busca reajuste salarial para a maioria das carreiras de servidores.
Na última terça-feira, após mais um encontro com representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a CNESF rejeitou a proposta do governo e marcou para o próximo dia 10 uma greve geral. O governo ofereceu um aumento diferenciado entre 13 e 32% aos servidores da ativa e entre 9,5 e 29,4% aos aposentados.