A cinco dias de completarem dois meses de greve, os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Amazonas promoveram nesta quarta-feira manifestação diante da sede do órgão: sentados, usavam camisetas pretas para simbolizar o descontentamento com a atual situação do Incra e um nariz de palhaço, que disseram representar a forma como são tratados pelo governo federal.
— Não somos palhaços. Entendemos que o governo não está querendo negociar conosco como deveria, a partir do acordo feito em 2005. Essa manifestação é um protesto pela atitude do governo de não apresentar uma proposta concreta até o presente momento. Protestamos também pelo desconto de salários que muitos colegas sofreram em outras superintendências —, explicou o vice-presidente da Associação dos Servidores do Incra e dos integrantes da comissão do movimento grevista no Amazonas, Regino Brito.
A greve no Incra começou no dia 21 de maio em 10 superintendências regionais, das 30 em todo o país. Na região Norte, atualmente, apenas a superintendência de Belém interrompeu a paralisação.
— Os servidores do Pará não agüentavam mais os descontos salariais e por isso tiveram que suspender a greve —, disse Brito.
No Amazonas, os servidores reivindicam melhores condições de trabalho, reforma agrária de qualidade, aumento salarial e restituição de seis unidades avançadas que foram extintas neste ano, no interior do estado, pelo governo federal.
Servidores do Incra em greve fazem manifestação em Manaus
Quarta, 25 de Julho de 2007 às 16:53, por: CdB