Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Servidores das dez agências reguladoras estão em indicativo de greve

Terça, 29 de Abril de 2008 às 19:05, por: CdB

Servidores das dez agências reguladoras estão em indicativo de greve e ameaçam paralisar as atividades por tempo indeterminado, caso o governo não inicie as negociações da proposta salarial 2007-2008. Nesta terça-feira, em Brasília, os trabalhadores da Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT) realizaram uma paralisação na sede da agência.

— Uma greve traz muitos prejuízos e não é um meio desejável. O que nós queremos é que haja abertura de negociação, os nossos salários estão desde 2003 sem reajuste e os servidores capacitados das agências estão se evadindo num percentual elevadíssimo —, declarou presidente da Associação e do Sindicato dos Servidores das Agências Reguladoras (Aner e ANERsindical), Paulo Mendes.

Mendes disse que os servidores das agências têm o reajuste salarial como “pedra básica” nas reivindicações, já que a categoria apresenta uma pauta extensa, que contempla, por exemplo, a questão de valorização dos cargos, a promoção de servidores e a discussão da Lei 337, dos marcos regulatórios, que está em votação na Câmara dos Deputados. Segundo ele, nesse Projeto de Lei há artigos que podem prejudicar as gestões das agências.

De acordo com o presidente da Aner, a categoria busca negociações desde 2005, quando a Aner foi criada. Segundo ele, em dezembro de 2005, os servidores das agências tiveram uma elevação nas gratificações, que “já direcionava as posições das carreiras numa posição justa, em relação às demais carreiras de estado”. Mas, Mendes alegou que o governo interrompeu o cumprimento das negociações.

O presidente da Aner salientou que o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não justifica a contensão de negociações do governo. 

— A oposição e a própria sociedade rejeitou a manutenção dessa alta carga tributária e essa carga tributária continua, as arrecadações são cada vez maiores —, disse.

Ele completou que outras carreiras do Estado estão negociando e recebendo benefícios.

— Nós queremos o mesmo tratamento, somos servidores concursados, carreiras de Estado que o governo não  tem priorizado —, afirmou.

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