Os servidores administrativos da Polícia Federal (PF) e representantes do Ministério do Planejamento não entraram em acordo sobre o fim das paralisações semanais de 72 horas. Eles se reuniram nesta quinta-feira. A categoria volta ao trabalho nesta sexta-feira, após protesto realizado desde terça-feira, mas promete uma nova greve entre terça e quinta-feira da próxima semana.
Os funcionários reivindicam a reestruturação do plano especial de cargos e salários, que significa aumento para a categoria e abertura de novas vagas. Eles querem a inclusão das propostas enviadas pelo diretor-geral da PF Paulo Lacerda em uma Medida Provisória que deverá ser editada em setembro e vai regulamentar mudanças no setor.
Segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da PF (Sinpec), Hélia Cassemiro, a área política é mais resistente a mudanças.
- Os trabalhos acontecem, mas não há garantias de que as reivindicações vão ser atendidas -, disse Hélia.
Se não houver acordo após a paralisação programada para a semana que vem, os servidores ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado.
Entre os serviços mais prejudicados com a greve estão emissões de passaportes, registro de armas, atendimento a estrangeiros, perícia médica e protocolo de documentos.
Servidores da PF não entram em acordo com o governo
Quinta, 21 de Junho de 2007 às 16:31, por: CdB