A possibilidade de o governo abrir espaço para discussão de alguns itens da proposta de reforma da Previdência já é considerada uma vitória parcial para os servidores públicos federais que iniciaram, nesta terça-feira, greve nacional em protesto contra a reforma.
Para o funcionário do Instituto Nacional de Meteorologia e membro da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ismael José César, a paralisação mostra para o governo a necessidade de flexibilizar o projeto original.
"A greve deu uma quebrada no governo", disse o servidor, que participará nesta quarta-feira de passeata até o Congresso Nacional. Ele acha que é possível avançar mais: "por isso, nos manteremos firmes na greve".
Segundo Ismael, os servidores foram orientados a ir às ruas e dar mais visibilidade ao movimento que, na sua opinião, teve nesta terça a adesão de cerca de 40% da categoria em todo o país.
Nesta quarta estão sendo realizadas assembléias em diversos órgãos públicos, em Brasília, como o Ibama, o Incra, o Ministério de Minas e Energia e o Banco Central.
Depois das reuniões, os funcionários irão para o espaço do servidor, na Esplanada dos Ministérios, e seguirão a pé até o Congresso Nacional com o objetivo de pressionar os parlamentares.
- A paralisação continua até o governo apresentar uma proposta concreta para os servidores - afirmou Ismael, que já se encontrava no espaço do servidor.