Os servidores administrativos da Polícia Federal (PF) iniciaram nesta terça-feira uma greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica do governo uma proposta de reestruturação do Plano Especial de Cargos, e conseqüente aumento salarial.
O SINPECPF (Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da PF) afirma que ainda faz o levantamento nos Estados, mas estima a adesão em 90% dos cerca de 5.000 trabalhadores no país. A assessoria da PF em Brasília afirma que não tem uma estimativa da adesão.
Os servidores administrativos exercem serviços internos nos setores de logística e protocolo da PF como pagamentos, controle de produtos químicos, registro e concessão de portes de armas de fogo, fiscalização de segurança privada e tramitação de inquéritos policiais.
Para o sindicato, a greve deverá prejudicar os trabalhos nas superintendências, em portos, aeroportos, áreas de fronteira e poderá afetar serviços como emissão de passaportes, prorrogação de vistos e apoio a operações. Em São Paulo e em outros Estados, no entanto, o serviço de emissão de passaportes é realizado por funcionários terceirizados e não deve ser atingido.
No Rio, a superintendência da PF informou que os administrativos representam 5% do efetivo e que a paralisação causará prejuízos principalmente no atendimento ao público e nos serviços administrativos de suporte às atividades policiais.
Em nota, a superintendência afirmou que "providências estão sendo tomadas para manutenção das atividades essenciais da PF".