O Governo do Estado do Rio de Janeiro, promove, em parceria com a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sessão solene no Plenário Barbosa Lima Sobrinho para comemorar um século do Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil (SGMB), cujo berço histórico foi a cidade do Rio de Janeiro.
A sessão acontece nesta terça-feira com homenagem aos geólogos formados na primeira turma da antiga Universidade do Brasil (1958/1961), atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os 50 anos da Campanha de Formação de Geólogos e o lançamento das comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra (AIPT) no estado.
A iniciativa é do deputado Glauco Lopes, por sugestão do Serviço Geológico do Estado do Rio de Janeiro (DRM) e do Núcleo RJ da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG-RJ), com apoio do Comitê do Centenário do SBG e da Coordenação do AIPT no Brasil.
A homenagem tem como objetivo promover no estado o reconhecimento aos geólogos e à geologia pelo seu papel na história do país e nos desafios de seu futuro.
Este ano também se comemora o cinqüentenário da implantação da Campanha de Formação de Geólogos (CAGE), iniciada no governo Juscelino Kubitschek em 1957, que veio suprir a lacuna por profissionais na área da geologia que pudessem vir a dar suporte ao desenvolvimento brasileiro.
- Desta forma, surgiram os cursos de São Paulo, Minas Gerais (Ouro Preto), Pernambuco e Rio Grande do Sul e, em 1858, iniciaram os cursos no Rio de Janeiro e na Bahia – acrescentou Flavio Erthal, geólogo e presidente do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro.
O professor Andrade Ramos, um ícone da Geologia no Brasil, receberá a Medalha Tiradentes, a mais alta condecoração da Alerj, além de Moções de Aplausos a personalidades ligadas ao Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, a Petrobras e ao AIPT. Os geólogos formados na primeira turma da antiga Universidade do Brasil também receberão Moção de Aplausos, um reconhecimento da sociedade fluminense ao seu pioneirismo.
O Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil (atualmente Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – a CPRM), uma das mais antigas instituições de pesquisa do país, sucedeu a antiga Comissão Geológica do Império (1875) e estabeleceu as bases técnicas e científicas para que se instalasse o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), em 1934; o Conselho Nacional do Petróleo, em 1938; a Petrobras, em 1954; a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM), em 1956; o Ministério de Minas e Energia, em 1960; a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), em 1969; o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), em 1978; e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 1997. O Ano Internacional do Planeta Terra foi proclamado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para ocorrer no triênio 2007-2009, com por objetivos gerais de demonstrar o grande potencial das Ciências da Terra na construção de uma sociedade mais segura, sadia e sustentada.