Apenas algumas horas depois de decidir que não iria mais falar sobre a violação do segredo fiscal de sua filha, o candidato tucano à Presidência, José Serra, cancelou uma programação de campanha para voltar ao assunto. Pela manhã, ele havia anunciado que o presidente do PSDB e seu coordenador de campanha, senador Sérgio Guerra (PE), foi escalado como porta-voz do assunto que, há uma semana, tem sido recorrente na programação de campanha.
Serra ponderou que vem falando sobre as quebras de sigilo "todos os dias, há uma semana".
– O presidente do partido, Sérgio Guerra, vai continuar tratando. A gente volta em outra hora a esse tema – disse aos jornalistas.
Líder nas pesquisas de opinião, Dilma também prefere não falar sobre a investigação em curso na Polícia Federal:
– Eu não comento (sobre) o candidato José Serra. Ele resolveu baixar o nível, ele fica com o nível baixo dele. Eu não vou ter esse nível – descartou a candidata petista.
Dilma apontou "gente que torce contra o Brasil".
– Tem gente que sempre acha que quanto pior melhor. Tem gente que passou o governo inteiro do presidente Lula torcendo para o Brasil dar errado. Eu acho que o Brasil está dando certo. Se eles acham que está dando errado, eles tentem convencer o povo disso – afirmou, em uma breve entrevista em sua residência.
Nesta manhã, porém, Serra cancelou viagem que realizaria a Corumbá (MS), onde gravaria um programa eleitoral na fronteira com a Bolívia (país que ele vem criticando publicamente nos últimos meses), para criticar o depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exibido no horário eleitoral da noite passada.
Lula falou aos eleitores em parte do programa eleitoral da candidata petista Dilma Rousseff e, sem citar diretamente, disse que a candidatura de Serra, por conta das críticas que se sucederam à quebra de sigilo de dados fiscais, pela Receita Federal, de pessoas ligadas ao tucano, "partiu para a baixaria". A presença de Lula durou dois minutos e meio e cumpriu a função de responder aos ataques e provocações da oposição no horário gratuito da TV e rádio. A data, Sete de setembro, foi considerada o momento ideal.
– Infelizmente, nosso adversário, candidato da turma do contra, que torce o nariz contra tudo que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos, resolveu partir para os ataques pessoais e para a baixaria. Tentar atingir, com mentiras e calúnias, uma mulher da qualidade de Dilma Rousseff é praticar um crime contra o Brasil. E, em especial, contra a mulher brasileira – disse Lula.
Segundo o presidente, que citou a efeméride de 7 de setembro, uma nação "forte, justa e independente" não é feita por "aqueles que só pensam em destruir" e que "colocam seus interesses pessoais acima dos interesses do país".
Lula também afirmou que Dilma tem feito uma campanha "elevada, discutindo propostas e ideias e mostrando o que fizemos e o que ainda vamos fazer pelo Brasil".
O presidente, que pediu aos adversários "mais amor pelo Brasil", concluiu o pronunciamento pedindo "equilíbrio e prudência" àqueles que "caluniam Dilma movidos pelo desespero, pelo preconceito contra a mulher e também contra mim".
Serra muda de ideia e volta a falar sobre segredos violados
Apenas algumas horas depois de decidir que não iria mais falar sobre a violação do segredo fiscal de sua filha, o candidato tucano à Presidência, José Serra, cancelou uma programação de campanha para voltar ao assunto.
Quarta, 08 de Setembro de 2010 às 12:14, por: CdB
Apenas algumas horas depois de decidir que não iria mais falar sobre a violação do segredo fiscal de sua filha, o candidato tucano à Presidência, José Serra, cancelou uma programação de campanha para voltar ao assunto. Pela manhã, ele havia anunciado que o presidente do PSDB e seu coordenador de campanha, senador Sérgio Guerra (PE), foi escalado como porta-voz do assunto que, há uma semana, tem sido recorrente na programação de campanha.
Serra ponderou que vem falando sobre as quebras de sigilo "todos os dias, há uma semana".
– O presidente do partido, Sérgio Guerra, vai continuar tratando. A gente volta em outra hora a esse tema – disse aos jornalistas.
Líder nas pesquisas de opinião, Dilma também prefere não falar sobre a investigação em curso na Polícia Federal:
– Eu não comento (sobre) o candidato José Serra. Ele resolveu baixar o nível, ele fica com o nível baixo dele. Eu não vou ter esse nível – descartou a candidata petista.
Dilma apontou "gente que torce contra o Brasil".
– Tem gente que sempre acha que quanto pior melhor. Tem gente que passou o governo inteiro do presidente Lula torcendo para o Brasil dar errado. Eu acho que o Brasil está dando certo. Se eles acham que está dando errado, eles tentem convencer o povo disso – afirmou, em uma breve entrevista em sua residência.
Nesta manhã, porém, Serra cancelou viagem que realizaria a Corumbá (MS), onde gravaria um programa eleitoral na fronteira com a Bolívia (país que ele vem criticando publicamente nos últimos meses), para criticar o depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exibido no horário eleitoral da noite passada.
Lula falou aos eleitores em parte do programa eleitoral da candidata petista Dilma Rousseff e, sem citar diretamente, disse que a candidatura de Serra, por conta das críticas que se sucederam à quebra de sigilo de dados fiscais, pela Receita Federal, de pessoas ligadas ao tucano, "partiu para a baixaria". A presença de Lula durou dois minutos e meio e cumpriu a função de responder aos ataques e provocações da oposição no horário gratuito da TV e rádio. A data, Sete de setembro, foi considerada o momento ideal.
– Infelizmente, nosso adversário, candidato da turma do contra, que torce o nariz contra tudo que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos, resolveu partir para os ataques pessoais e para a baixaria. Tentar atingir, com mentiras e calúnias, uma mulher da qualidade de Dilma Rousseff é praticar um crime contra o Brasil. E, em especial, contra a mulher brasileira – disse Lula.
Segundo o presidente, que citou a efeméride de 7 de setembro, uma nação "forte, justa e independente" não é feita por "aqueles que só pensam em destruir" e que "colocam seus interesses pessoais acima dos interesses do país".
Lula também afirmou que Dilma tem feito uma campanha "elevada, discutindo propostas e ideias e mostrando o que fizemos e o que ainda vamos fazer pelo Brasil".
O presidente, que pediu aos adversários "mais amor pelo Brasil", concluiu o pronunciamento pedindo "equilíbrio e prudência" àqueles que "caluniam Dilma movidos pelo desespero, pelo preconceito contra a mulher e também contra mim".