A candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo, que pode se concretizar durante esta semana, mobiliza o PSDB de todo o país, que busca evitar o enfraquecimento da legenda em redutos onde já se consolidou ao longo das últimas eleições. O fato de não ter candidatos nas principais capitais brasileiras - Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Salvador - fez o partido se convencer de que precisa disputar o Executivo paulista com a máxima intensidae.
A prévia para escolher o candidato em São Paulo será no próximo domingo e há consenso quanto à necessidade de o partido chegar unido em torno de apenas um candidato, ao invés de estar fracionado em três candidaturas que hostilizam abertamente o candidato virtual do governador Geraldo Alckmin, o secretário de Segurança Saulo Abreu, que, por sua vez, não convenceu o partido de que pode ter um bom desempenho.
Serra, por sua vez, também resiste à candidatura porque pretende concorrer ao governo estadual em 2006. Este fator, por sua vez, está mudando para o candidato derrotado à Presidência. Novas denúncias contra Paulo Maluf animaram o tucano neste fim de semana, ao conhecer a opinião dos eleitores, por meio de pesquisas de opinião. Estes estudos mostram que Serra é o principal herdeiro da maioria dos votos potenciais de Maluf, em caso de sua canditatura ficar inviável.
Serra também tem consultado setores do partido. Nos últimos dias escutou os apelos de correligionários e o ouviu até que, sem ele, as chances do PSDB em São Paulo ficam nas mãos de Deus. Outro apelo repetido foi que só ele pode impedir o racha no PSDB paulista, pacificando e unindo o partido, dando-lhe força para disputar com chances reais de vitória uma eleição que terá caráter claramente plebiscitário.