A cúpula do PSDB ficou reunida durante toda a manhã desta terça-feira, em discussões sobre o nome do candidato do partido à Presidência da República até que, por volta das 14h30, o prefeito paulistano José Serra desistiu de concorrer e, assim, abriu caminho para que o governador paulista, Geraldo Alkmin, assumisse a condição de candidato tucano à Presidência da República. Antes de sair para almoçar, Tasso disse que os governadores do PSDB influenciariam na decisão, mas foi em uma conversa entre o próprio Serra e Alckmin que a decisão foi tomada.
Na noite desta segunda-feira, o triunvirato tucano se reuniu com o prefeito José Serra (SP). O encontro ocorreu logo depois de Serra anunciar, pela primeira vez publicamente, a intenção de sair candidato à Presidência pelo PSDB. Mas ele ainda insistia no apoio de Alckmin para consolidar a sua posição, embora o governador tucano tenha avisado, desde o início, que não abriria mão de sua intenção.
Na manhã desta terça, os governadores do Ceará e da Paraíba criticaram a declaração de Serra, que condicionou sua candidatura à não-realização de prévias.
- O prefeito tem declarado que estaria à disposição do partido, mas sem concordar com prévias ou outro mecanismo de consulta. Alckmin tem dito que mantém sua candidatura. Preservadas essas posições, vamos ter um desfecho ainda hoje com o indicativo de Alckmin ter chance de ser indicado pela recusa do prefeito de não se submeter à consulta mais ampla - disse o paraibano Cássio Cunha Lima.
Aécio, que integra o triunvirado tucano, disse logo em seguida que Serra também concordava com uma consulta ao diretório, o que indicaria uma mudança de posição do prefeito.
- Tem que haver uma decisão e ambos (Serra e Alckmin) aceitam a decisão do fórum do diretório nacional - disse o governador mineiro, antes de ser anunciada a renúncia do prefeito paulistano.