Enquanto as obras do Plano de Controle de Inundações na Bacia dos Rios Iguaçu/Botas e Sarapuí estão em processo de licitação, a Serla iniciou, por determinação da presidente do órgão, Marilene Ramos, obras de emergência nos municípios da Baixada Fluminense mais atingidos pelas chuvas da semana passada.
Em Duque de Caxias, técnicos do órgão realizam obras de desassoreamento em trechos do Rio Jacatirão, um dos afluentes do Sarapuí, e no Valão Guanabara, que liga pequenos rios do município à Baía de Guanabara. Os trabalhos estão sendo executados por duas escavadeiras (FH200 e FE105), além de uma Bucyrus com clam-shell, espécie de guindaste com caçamba acoplada. O investimento é de R$ 893 mil.
Segundo Zeferino Araújo, engenheiro da Diretoria de Obras da Serla, com a conclusão das intervenções, prevista para três meses, o problema de enchentes naquela região estará solucionado.
Nesta terça-feira, os engenheiros da Serla visitaram o município de Magé, também na Baixada, para definir os locais por onde as máquinas começarão as obras na região. Serão desassoreados os rios Magé e Magé Mirim ao custo de R$ 835 mil.
No município de Nova Iguaçu, as obras dos rios Cabenga e Cabuçu também já começaram. No total, R$ 886 mil vão ser investidos em reparos nos corpos hídricos.
— As obras vão fazer com que o rio tenha a sua calha e dimensões de projeto, e com o escoamento normal, sem ocorrer transbordamento, não atingindo casas de ninguém — disse Zeferino Araújo.
Orçadas em R$ 800 milhões, as obras do Plano de Controle de Inundações e Recuperação Ambiental das Bacias dos Rios Iguaçu/Botas e Sarapuí estão previstas para começar no final de novembro e início de dezembro. O projeto, que tem recursos do PAC, está em fase final de licitação e vai beneficiar milhares de moradores dos municípios da Baixada Fluminense e de bairros da Zona Oeste.
Entre as intervenções promovidas pelo projeto estão a realocação das famílias – que estão sendo cadastradas – que vivem às margens dos rios e obras de mesodrenagem, que incluem canalizações de rios, substituição de travessias, remanejamento de adutoras, recuperação de comportas, construção de muros de combate à erosão, recomposição de polderes e de estruturas hidráulicas. Estima-se que sejam retirados com o desassoreamento cerca de 40 milhões de metros cúbicos de resíduos ao longo de 40 km de rios, minimizando as enchentes já no próximo verão.