Depois de instalar na Baixada Fluminense a primeira rede de estações telemétricas do Sistema de Alerta de Cheias, a Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) já começou a implantação da segunda, na Região Serrana, a partir de Friburgo. As seis estações iniciais estão sendo montadas nos rios Bengalas, Cônego e Santo Antônio e no Córrego Dantas, devendo entrar em operação em dezembro. O plano da Serla é cobrir outras áreas do Estado do Rio sujeitas a inundações.
Com o sistema, os estragos provocados pelo transbordamento de rios podem ser, senão evitados, pelo menos minimizados no Estado do Rio graça ao uso de tecnologia moderna. Juntando conhecimentos e instrumental da meteorologia com os da hidrologia, o Sistema de Alerta de Cheias monitora a incidência pluviométrica e previne as autoridades com antecedência suficiente para as providências necessárias.
Na Baixada Fluminense, a Serla instalou dez estações, das 25 adquiridas com recursos do Programa de Despoluição da Baia de Guanabara (PDBG) no final dos anos 1990 e que estavam paradas na sede do órgão desde então, por falta de investimentos na implantação. Na atual gestão, a Serla conseguiu verba do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) para implantar e manter a rede pioneira e agora prepara as próximas, primeiro na Região Serrana, indo de Friburgo até Petrópolis, depois em Campos e Macaé, no Norte Fluminense, e mais tarde em Angra dos Reis, no litoral sul do estado, garantindo um futuro menos traumático para as populações dessas áreas constantemente atingidas por cheias.
O Sistema de Alerta de Cheias trabalha com estágios de monitoramento. Partindo do estágio de vigilância, em que a queda de precipitação pluviométrica é zero, o sistema passa para o de atenção quando há previsão de chuvas. Neste momento, as defesas civis dos municípios, os técnicos da Serla e a população local são avisados desta possibilidade climática. Quando a situação se intensifica, o sistema entra no estágio de alerta. A partir daí, as defesas civis e outros órgãos públicos entram em ação para minimizar o efeito das enchentes.
– Como o sistema entrou efetivamente em operação em janeiro deste ano, ainda não aconteceu o último estágio. Mas, estaremos preparados para enfrentar a situação – garante Mônica Falcão, diretora de Gestão de Recursos Hídricos da Serla.
Para aumentar o grau de monitoramento do sistema, além da interação com outros organismos que atuam tanto na medição de índices meteorológicos como nas ações de atendimento à população em função das enchentes, a Serla pretende operar com radares, estando previstos inicialmente o uso de dois, um para a região de Campos e outro que cobrirá desde a Região Metropolitana até Angra dos Reis.
– A nossa capacidade de prever com maior antecedência a possibilidade de chuva aumenta muito com esse equipamento – completou.
Na Baixada, há 10 estações telemétricas – oito de medição de nível d`água e de intensidade de chuvas e duas de medição apenas da intensidade de chuvas. As oito monitoram os rios Sarapuí, São João de Meriti, formado pelo Pavuna e pelo Acari, Iguaçu, formado pelo da Bota e pelo Capivari, Inhomirim e Saracuruna.
Serla instala estações telemétricas em Friburgo
Sexta, 24 de Outubro de 2008 às 09:41, por: CdB