O Centro Cultural das Águas, mantido pela Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas) às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, inicia a programação de 2005 com uma exposição literalmente de peso: Capivara da Lagoa, a Musa do Verão. A partir de sexta-feira, estarão à mostra aproximadamente 40 fotos da roedora, que, apesar de rechonchuda, conseguiu superar, com charme e carisma, manequins de corpos e bronzeados exuberantes para tornar-se a musa deste verão no Rio de Janeiro.
São fotos de profissionais e amadores, registrando durante um mês o dia-a-dia do animal que há dois anos apareceu na Lagoa Rodrigo de Freitas e a escolheu como habitat. As fotos foram cuidadosamente selecionadas com o apoio de técnicos e naturalistas, como a jornalista Cora Rónai e o laboratório de fotografia DePlá.
Os visitantes poderão conhecer flagrantes de rara beleza da intimidade da musa que acabou transferida para a Baixada Fluminense, depois de sua frustrada experiência como Garota de Ipanema, ao tentar aventurar-se pelo mar, onde chegou através do Canal do Jardim de Alah.
Depois de observar as fotografias e ler os textos escritos por leigos e especialistas, espalhados pelo salão do Centro Cultural das Águas, o visitante poderá também manifestar sua opinião sobre a transferência da capivara. As manifestações contrárias ou favoráveis ao novo habitat da musa da Lagoa poderão ser deixadas por escrito no próprio centro cultural ou enviadas por e-mail (centrocultural@serla.rj.gov.br).
Nos fins de semana à noite, será exibido o curta-metragem Capivara!, um documentário produzido por Felipe Nepomuceno e Felipe Sussekind que conta a história do aparecimento da capivara na Lagoa. Produção independente da ZR1 Filmes, o vídeo investiga sua existência e narra uma série de lendas criadas em torno dela, tendo como fio condutor entrevistas com pescadores, vendedores ambulantes, biólogos, bombeiros e freqüentadores da orla da Lagoa. O filme reúne ainda notícias de jornal, além de imagens da lagoa e da personagem principal. Haverá uma exibição do curta-metragem no dia da inauguração da exposição, a partir das 19h.
Assuntos controvertidos ligados à capivara, que ferem a sensibilidade de amantes da Natureza, também poderão ser debatidos por cartas. Exemplo disso é a notícia publicada recentemente por um grande jornal do Rio, afirmando que as capivaras correm o risco de acabar na mesa dos cariocas, já que sua carne fibrosa foi eleita por alguns chefs como uma iguaria saborosa, apreciadíssima por gourmets que dão valor à cozinha exótica.
A exposição sobre a capivara fica até o dia 6 de fevereiro. Serão exibidas também as sugestões de nomes para a roedora, depositados em uma urna. No último dia de exposição, ficará à mostra o resultado final de votos a favor ou contra a transferência da capivara.
O evento faz parte da programação do projeto Água Viva, uma parceria da Serla, o Instituto Vivo e a ONG Produção Solidária. O centro cultural fica no Parque dos Patins, próximo à Colônia de Pescadores Z-13. Mais informações pelo telefone 2540-6855. A entrada vai de quarta a sexta-feira, das 10h às 18h30, e aos sábados e domingos, das 10h às 21h, e é franca.
Serla inaugura Exposição Capivara da Lagoa: a Musa do Verão
Quarta, 05 de Janeiro de 2005 às 12:09, por: CdB