A Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas), órgão da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, responsável pela gestão dos recursos hídricos do Estado do Rio, vai construir uma ecobarreira para conter as gigogas que proliferam na Lagoa da Tijuca, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.Até a instalação da ecobarreira, que estará pronta, no máximo, em dois meses, será estendida uma tela de contenção provisória, feita de cabo de aço reforçado e garrafas pet, que será operada por 15 funcionários da Serla. O material retirado será levado em caminhões da Comlurb.
Estas foram as duas decisões principais tomadas pelos técnicos da Serla, após a vistoria feita nesta terça-feira na Lagoa da Tijuca, para conhecer como era o trabalho de contenção das gigogas que vinha sendo realizado pela Comlurb. A partir desta quarta-feira, serão iniciados os trabalhos de instalação da tela de contenção provisória e técnicos estarão definindo qual o melhor trecho da Lagoa da Tijuca para a construção da ecobarreira.
As ecobarreiras são estruturas flutuantes feitas de material reciclado, instaladas nas calhas de rios nos trechos próximos à foz. A que será instalada na Lagoa da Tijuca terá traçado especial, para não atrapalhar a passagem de barcos de pescadores e das dragas da Serla que executam o projeto LagoAmar, de revitalização do complexo lagunar da região.
Durante a vistoria, o presidente da Serla, Ícaro Moreno Júnior, lamentou que a Comlurb tivesse interrompido o trabalho de contenção das gigogas, que realizava há mais de dez anos, sem qualquer comunicação. O Estado assumirá a responsabilidade do trabalho, para não prejudicar a imagem do Rio, devido à proliferação de gigogas nas praias, durante o verão.