O serial killer ficou conhecido como o maníaco de Bitsevsky, por ter realizado a maioria dos assassinatos durante um período de cinco anos no Parque Bitsevsky, no sul de Moscou.
O ex-funcionário de supermercado, que disse que marcava cada morte em um tabuleiro de xadrez, nunca negou as acusações.
Pichushkin chegou a dizer, inclusive, que matou 63 pessoas e que planejava matar mais uma, completando 64 homicídios – um para cada quadrado de um tabuleiro de xadrez, que ele diz que ia marcando à medida que cometia os crimes.
Ele teria feito suas primeiras vítimas em Moscou em 1992 e foi preso só no ano passado.
Afogamento
A maioria das vítimas de Pichushkin eram homens, e muitos eram alcoólatras e viciados em drogas.
As vítimas eram mortas de formas variadas: algumas eram jogadas de prédios, outras foram estranguladas, afogadas ou golpeadas até a morte com um martelo.
Segundo o correspondente da BBC em Moscou James Rodgers, as pessoas que viviam perto do parque onde Pichushkin escolhia suas vítimas começaram a ter medo de sair de casa quando o assassino em série ainda estava solto.
Uma denúncia de um familiar de uma das vítimas do assassino serial levou à captura de Pichushkin.
Antes do caso de Pichushkin ser divulgado, o mais famoso assassino em série da Rússia nos últimos tempos foi Andrei Chikatilo, que matou 53 mulheres e crianças na cidade de Rostov, no sul do país. Ele foi condenado e executado em 1994.
A sentença de Pichushkin deve ser anunciada até o final da semana.
Acredita-se que ele seja condenado à prisão perpétua, que se tornou a mais severa punição no país depois que a Rússia abandonou a prática da pena de morte.