Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Sergei Lavrov diz que alívio de tensão no leste da Ucrânia está distante

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que o alívio da tensão no leste da Ucrânia ainda está distante, apesar de Kiev ter anunciado que suspendeu as operações de combate contra os rebeldes pró-Rússia. Lavrov disse que negociações previstas para acompanhar a trégua unilateral, chamada de "Dia do Silêncio" na Ucrânia, ocorreriam nos "próximos dias", embora não tenha sido marcado um dia certo para as conversas.

Terça, 09 de Dezembro de 2014 às 09:01, por: CdB
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Lavrov disse que negociações previstas para acompanhar a trégua unilateral, chamada de "Dia do Silêncio" na Ucrânia, ocorreriam nos "próximos dias" Brinquedos na janela de apartamento destruído por bombardeios em Donetsk
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que o alívio da tensão no leste da Ucrânia ainda está distante, apesar de Kiev ter anunciado que suspendeu as operações de combate contra os rebeldes pró-Rússia. Lavrov disse que negociações previstas para acompanhar a trégua unilateral, chamada de "Dia do Silêncio" na Ucrânia, ocorreriam nos "próximos dias", embora não tenha sido marcado um dia certo para as conversas. - Até o momento, é totalmente óbvio que estamos longe desse objetivo - disse Lavrov em entrevista à agência RIA, ao responder sobre as medidas tomadas nos meses anteriores para reduzir as tensões no leste da Ucrânia, onde rebeldes pró-Rússia começaram um conflito armado em abril. Kiev e o Ocidente acusam a Rússia de apoiar os rebeldes com armas e tropas, o que Moscou nega. Tanto as forças do governo como os rebeldes pró-Rússia violaram uma trégua estabelecida em 5 de setembro. As negociações, mediadas pela Organização para Segurança e Cooperação da Europa (OSCE), tinham a intenção de cimentar uma trégua por meio de medidas tais como a remoção de armamentos pesados da linha de frente. - Nos próximos dias, uma reunião com o grupo de contato está planejada, em que será discutido um plano preparado por especialistas militares em medidas práticas... com o objetivo de um cessar-fogo definitivo - disse Lavrov, segundo a RIA. As negociações estavam planejadas para Minsk, local das reuniões anteriores, incluindo as conversas que resultaram no cessar-fogo de 5 de setembro, mas a RIA disse que Kiev quer que os diálogos sejam realizados nesta terça, enquanto os rebeldes desejam aguardar até a próxima sexta-feira. Operações de combate
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Forças do governo ucraniano disseram ter suspendido operações de combate após o começo do “Dia do Silêncio” nesta terça-feira, marcando um efetivo cessar-fogo na linha de frente do conflito com rebeldes separatistas que destruiu parte do leste do país. Na cidade de Donetsk, principal bastião dos separatistas, um correspondente da agência inglesa de notícias Reuters disse que tiros foram ouvidos até às 9h (horário local), mas depois cessaram. “Forças militares ucranianas suspenderam todas as ações de combate e estão prontas para o Dia do Silêncio, mas se os separatistas atacarem nós vamos responder”, disse um porta-voz militar por telefone. Os ucranianos esperam que o Dia do Silêncio ajude a endossar um cessar-fogo com separatistas apoiados pela Rússia que foi acordado há três meses, mas que vinha sendo regularmente violado deixando mortos entre forças do governo, civis e rebeldes. Caso se mantenha, a trégua poderia aumentar as possibilidades de renovação das conversas de paz na capital bielorrussa, Minsk, no fim desta semana envolvendo a Rússia, a Ucrânia e líderes separatistas, sob os auspícios da Organização para Segurança e Cooperação na Europa. Foram nas conversas do chamado grupo de contato em Minsk, no começo de setembro, que um plano para paz, incluindo o cessar-fogo, foi traçado. Mas muito pouco mudou no leste da Ucrânia desde então. Os separatistas declararam “repúblicas populares” e elegeram autoridades, e, no campo de batalha, avanços separatistas continuaram sobre o principal aeroporto de Donetsk, cujo controle é disputado com forças do governo. A Ucrânia também acusa a Rússia de fracassar em retirar combatentes e equipamentos militares conforme concordado em setembro. De acordo com a ONU, mais de 4.300 pessoas foram mortos nos oito meses de conflito, o qual levou as relações entre a Rússia e o Ocidente para o ponto mais baixo desde a Guerra Fria.
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