Pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Serasa, empresa de análises e informações sobre crédito, demonstra que o número de pessoas físicas em débico com os seus compromissos observou aumento de 12,6% em outubro, se comparado a setembro. A alta na inadimplência está distribuída por todas as modalidades de crédito. O volume de cheques sem fundos já atingiu o maior nível deste ano, com 2,8 milhões de documentos devolvidos, com valores médios de R$ 453,00. Em cada mil compensações, 17 foram negativadas, o que representa 36% do total. Em seguida vêm os cartões de crédito e os empréstimos em financeiras com 33%, com
Segundo analistas ouvidos pelo Correio do Brasil, estes resultados carregam, em parte, uma escalada também relativa ao aumento no acesso dos consumidores a empréstimos bancários. Nota do Banco Central informa que o volume de crédito à pessoa física aumentou em cerca de 20% ao longo do mês de outubro. Renda do trabalhador, porém, caiu 0,85% ao longo deste ano, ou 4,12% em comparação ao mesmo período de 2003. Os aumentos nos preços regulados pelo governo, como energia, telefone e tarifas de insumos, incluindo o preço dos combustíveis, também colaboram para o aumento das despesas familiares e, conseqüentemente, para os atrasos nas contas.
A inadimplência das pessoas físicas ao longo do ano, ainda segundo o estudo da Serasa, cresceu somente 1,6% entre janeiro e outubro, embora o volume de crédito disponível também fosse significativamente menor. Nos cartões de crédito e financeiras, a dívida média não paga foi de R$ 242.
Os bancos figuram na pesquisa da Serasa como o terceiro setor com maior inadimplência, com 29% dos registros e valor médio mais alto, de R$ 937. Em seguida vêm os títulos protestados, que representam apenas 2% do total e têm valor médio de R$ 626.