Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Será como ter que achar pêlo em ovo?

Ontem as TVs britânicas estavam em polvorosas. Depois das declarações de que teria sido possível achar vestígios de armas químicas e biológicas no Iraque, descartando grande quantidade de "weapons mass", vários especialistas foram convidados para debates imediatos. (Leia Mais)

Sexta, 03 de Outubro de 2003 às 08:18, por: CdB

Ontem as TVs britânicas estavam em polvorosas. Depois das declarações de que teria sido possível achar vestígios de armas químicas e biológicas no Iraque, descartando grande quantidade de "weapons mass",  vários especialistas foram convidados para debates imediatos.


No Brasil esse assunto é tratado como política internacional e por isso o espaço para ele não é tão grande como é aqui. A entrada da Inglaterra na guerra contra o Iraque é assunto de interesse nacional. Calcula-se que até agora foram gastos mais de 10 bilhões de libras, direta e indiretamente no conflito. Os opositores ao primeiro-ministro Tony Blair se agarram tanto na grandiosa quantia financeira gasta quanto na questão humanitária.


Como e quando recomeçará a reconstrução do Iraque? Essa pergunta é feita pelo menos uma vez por dia a Tony Blair. O Afeganistão até agora continua como foi deixado. Tem uma verba de apenas 600 milhões de dólares, que são consumidos em sua maioria com o pagamento de energia elétrica e de outros setores básicos.


As organizações mundiais pela paz e com vínculo com a Cruz Vermelha Mundial fizeram nesse final de semana uma megamanifestação pela desocupação do Iraque e pela reconstrução do país. Tony Blair foi tachado de "Devil" (Diabo), inclusive em fotos com chifres e arpoes. Muitos cartazes pediam a sua saída do governo.


O fato é que a pressão vinda tanto dos programas de TV quanto das manifestações está deixando Blair em uma situação difícil. Agora ele está em fase de disputa no seu próprio partido. O Labour Party está em época de eleição para o novo líder do partido. Seu principal opositor, Gordon Brown, se apóia nessa queda de popularidade e nesses questionamentos que colocam o atual primeiro-ministro na berlinda.


É uma fase difícil, talvez mais difícil que a primeira grande queda de sua popularidade, quando a Inglaterra entrou definitivamente na guerra contra o Iraque.


Para entrar, ele usou uma explicação que atá agora ninguém viu. Para continuar e não cair, ele vai ter que provar que estava certo e tentar achar de todas as maneiras algum fato concreto das provas que já dizia possuir.

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