Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Ser ou ser sustentável, eis a questão!

Sexta, 21 de Março de 2008 às 13:49, por: CdB

Identificar o posicionamento de uma marca no mercado é aventura investigativa nos dias de hoje. Os especialistas em branding contam com uma enormidade de possibilidades para fazer acontecer. Porém, quando esta marca se coloca como uma marca sustentável... Percebo que além de várias pedras no caminho... O buraco (da camada de ozônio) é mais embaixo.

Reposicionar é preciso, agora. Viver e experimentar os processos destas construções também...
Entendendo uma empresa como um organismo vivo e seu posicionamento é a sua personalidade e o reflexo de seu comportamento, não pode ser encarado como modismo ou mais uma onda...
Se for por aí, se não houver introspecção, o branding vira piada de bar... pastel de vento, (vento - que por sinal está ameaçado com a emissão irrefreável de CO² e a tal gordura trans - usada por algumas empresas para fritar pastéis, causa vários malefícios à saúde).

Já passamos do momento de reflexão. Estamos no limite e precisamos fazer acontecer. No case sustentabilidade, vamos e convenhamos, a propaganda vem depois... As empresas devem olhar para dentro, as lideranças necessitam escutar a organização, a conversa com seus steakeholders é fundamental. Os resultados solidificam a atitude!

Como acreditar que um banco, pratica realmente uma vida empresarial sustentável?!? Quando tratamos de cias aéreas, por exemplo, qual é a linha ideal para se alcançar a sustentabilidade!?!?
É muito interessante observar os milhões gastos em propaganda “do bem”, ultimamente...

Aviões rabiscados, quando o atendimento aos clientes nos remete a verdadeiros manejos de gado, propostas de salvamento do planeta, quando muitas vezes, pequenos empresários se afogam em dívidas de cheque especial, sem nenhuma luz no fim do túnel...

Os discursos verdes das commodities, então, são de lascar (com raras exceções) as comunidades em torno destas empresas extrativistas, que retiram da terra, riquezas que jamais serão repostas. Tais empresas perdem grandes oportunidades de construir junto às comunidades de influência os processos verdadeiramente eficazes... Elas não escutam as comunidades.

No ambiente corporativo, usam-se várias pirâmides gráficas para exemplificar: cadeia de valores, ciclos comerciais, etc. A melhor referência gráfica para demonstra sustentabilidade é o círculo, tal qual o nosso planeta, sustentabilidade é uma prática cíclica. Dependendo do nicho e da empresa em questão, o processo é longo, integral e, sinceramente, ficar alardeado o uso de papel reciclado, é uma gota num oceano (literalmente ameaçado).

Talvez esteja por aí, uma vantagem competitiva imediata e mais palpável para pequenas e médias empresas. Estas podem construir através de processo de comunicação se eficientes, uma existência sustentável de forma mais rápida e genuína. Uma vez que a comunicão interna pode se dar mais rapidamente, através de seus funcionários (em menor número) e processos em cadeias menos complexas, promovendo a passagem para que uma verdadeira transformação possa ocorrer de forma mais rápida, enquanto as "maiores" tentam deglutir  (sem água) seu passado duvidoso.

Gosto muito daqueles programas ambientais, em que naturalistas conseguem reverter a cultura de "caçadores de animais em extinção" e estes se tornam, fiscais de parques ambientais... Canso de assistir coisa deste tipo no Via Brasil, por exemplo, um dos programas mais bem construídos da TV brasileira. A gente assiste e tem a sensação de que há esperança... Porque não se faz responsabilidade socioambiental, deixando o dever de casa em brancas nuvens... (Que por sinal estão todas contaminadas com chuvas ácidas).

Sustentabilidade é um caminho sem volta para a humanidade, até porque é o que temos para tentar impedir o desastre total e garantir uma vida possível para as gerações futuras.

Suzana David
Suzana_cdb@yahoo.com.br

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