Um menino canadense morreu durante o resgate de crianças seqüestradas em uma escola internacional de Siem Reap, na região noroeste do Camboja. Homens armados mantiveram várias crianças reféns, nesta quinta-feira. A polícia cambojana conseguiu capturar quatro seqüestradores e resgatou os outros estudantes.
- Acabou tudo. Prendemos quatro bandidos e um menino canadense foi morto a tiros por eles - disse Prak Chanthoeun, subcomandante da polícia militar, que não soube precisar a idade da criança morta.
- A polícia atirou para o alto várias vezes perto do edifício e depois fez uma ligação telefônica pedindo a saída deles. Mais tarde a polícia os prendeu - afirmou, acrescentando que os criminosos haviam assassinado o menino.
Uma testemunha que estava dentro do edifício disse que viu pelo menos duas crianças sendo liberadas depois de ouvir disparos intermitentes, por volta das 14h (4h30 de Brasília). A mesma fonte confirmou a morte de um menino canadense.
Testemunhas disseram que um grupo de homens armados e vestidos com camisas brancas, que pareciam ser policiais à paisana, havia entrado no complexo escolar. Testemunha afirmaram, ainda, que as crianças tomadas como reféns, com idades entre dois e seis anos, nasceram na Austrália, Camboja, Canadá, Coréia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, França, Grã-Bretanha, Indonésia, Japão, Suíça, Tailândia e Taiwan.
Os homens, que ao que tudo indica tinham apenas uma arma, um fuzil AK-47, haviam exigido outras seis armas, seis granadas, mil dólares e uma caminhonete que os levaria à Tailândia.
- Não sei a quantia de dinheiro e o modelo de automóvel que exigem, mas pedem muito, pois muitos alunos na escola são filhos de pessoas ricas - havia declarado mais cedo o subcomandante da Polícia Militar Cheang Sokhon.
Em Siem Reap vivem muitos exilados que trabalham no turismo e na área de ajuda humanitária. A cidade é conhecida por sua proximidade com a localidade histórica de Angkor Wat, onde estão vários templos da nação khmer declarados patrimônio da humanidade.