A jornalista francesa Florence Aubenas e seu guia iraquiano, Hussein Hanoun, completam, nesta quinta-feira, 120 dias de cativeiro no Iraque, "quatro meses imensamente longos", segundo o diretor do jornal <i>Libération</i>, Serge July, para o qual trabalha a mulher.
O responsável pelo <i>Libération</i> classificou de "estranha e atípica" a falta de publicidade midiática dos seqüestradores, que "atuam como se estivessem todo o tempo, sem nenhum tipo de pressão".
Sobre as distintas hipóteses relativas aos seqüestradores, July disse que talvez se trate de "um grupo criminoso", a possibilidade mais cogitada, que considerou "razoável, mas talvez não a mais certa".
Também mencionou a opção de "um grupo saído da resistência iraquiana que queira ocultar sua identidade e que tenha enormes problemas de financiamento".
- Quando há uma centena de atentados diários, se pode imaginar que os problemas de intendência, de equipamento são enormes - explicou.
Inclusive "não se pode excluir que haja uma mão estrangeira de um Estado vizinho que queira atuar, talvez dirigindo-se à França de uma forma particular", acrescentou.
Na terça-feira passada, o primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, declarou que os contatos estão "estabilizados" apesar de se interromperem "com alguns longos períodos de silêncio".
Seqüestro de jornalista francesa completa quatro meses
Quinta, 05 de Maio de 2005 às 04:09, por: CdB