Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Seqüestradores mudam prazo para transportadora deixar o Iraque

Sexta, 23 de Julho de 2004 às 13:33, por: CdB

Um grupo iraquiano que ameaça decapitar sete reféns estrangeiros deu um novo prazo de 48 horas para que a transportadora do Kuweit para a qual eles trabalham deixe o país. Os seqüestradores também exigiram que prisioneiros iraquianos sejam libertados de prisões kuweitianas e norte-americanas, disse a TV Al Jazeera nesta sexta-feira.

- Eles deram mais 48 horas à companhia para cumprir as exigências e libertar os reféns. Eles disseram que a empresa tem de pagar uma compensação para as famílias dos mortos em Falluja e que prisioneiros detidos em prisões do Kuweit e dos Estados Unidos deveriam ser soltos - informou um canal de TV árabe, dizendo ter recebido um videotape do grupo.

O confronto entre tropas norte-americanas e rebeldes na cidade de Falluja matou 40 pessoas no mês passado.

Um homem mascarado apareceu no vídeo lendo um comunicado. À sua frente, sentados no chão, estavam sete homens, um egípcio, três quenianos e três indianos.

A Kuwait and Gulf Link Transport Company afirmou mais cedo, nesta sexta-feira, que não atenderia à exigencia inicial dos seqüestradores de encerrar suas operações no Iraque.

Eles ameaçaram, na última quarta-feira, decapitar os motoristas até sábado, caso a transportadora se negasse a deixar o Iraque. Pediram também que Índia, Quênia e Egito retirem seus cidadãos do país.

Essas nações não fazem parte da coalizão liderada pelos EUA que invadiu o Iraque no ano passado. Mas muitos cidadãos desses países trabalham como motoristas e fornecedores.

Um porta-voz da Al Jazeera disse não saber se o prazo de 48 horas começava na sexta-feira ou só depois do vencimento do prazo original, no sábado.

Ele disse ainda que o grupo, autointitulado Bandeiras Negras, não repetiu no vídeo a ameaça de matar os reféns.

Militantes têm seqüestrado estrangeiros desde abril para pressionar as tropas estrangeiras a deixar o Iraque, para impedir estrangeiros de colaborar com as forças dos EUA ou para conseguir resgates.

Muitos reféns foram libertados, incluindo um egípcio solto na segunda-feira depois que a empresa saudita para a qual ele trabalhava fechou seus escritórios no Iraque.

Na última terça-feira, um motorista filipino foi libertado, um dia depois de o governo de Manila retirar seus soldados em resposta às exigências dos seqüestradores que ameaçavam decapitá-lo.

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