Três suspeitos de seqüestrar o empresário e jornalista paulista Ivandel Godinho Júnior, há mais de um ano, presos pelo polícia, confessaram nesta madrugada de quarta-feira ter matado o refém no cativeiro. Eles foram ouvidos na 6ª Delegacia Seccional de São Paulo. O seqüestro ocorreu em 22 de outubro de 2003.
No depoimento, os suspeitos apontaram a casa de um deles, em Capão Redondo, bairro da capital paulista, como o local onde teriam mantido o jornalista em cativeiro. Chegando ao local, os policiais encontraram um fêmur e um crânio queimados. A polícia acredita ter esclarecido o caso e irá submeter os ossos a um exame de DNA.
A Justiça pediu nesta quarta-feira a prisão temporária dos três acusados. Uma quarta pessoa suspeita de participar do seqüestro é procurada. Eles teriam pedido, segundo informações da família, R$ 150 mil.
O seqüestro de Ivandel Godinho Júnior foi o mais longo da capital paulista. Ele foi retirado de um táxi próximo à sua agência publicitária, na região dos Jardins, e levado numa motocicleta.
A família chegou a pagar o resgate de R$ 150 mil, mas nunca mais viu Godinho. Depois de pago o resgate, os criminosos ligaram pedindo mais dinheiro. Ivandel Godinho tinha 55 anos e era diretor-executivo da In Press Assessoria de Comunicação. Era casado e pai de quatro filhos.