Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Sequestradores exigem US$ 1 mi para não matar reféns na Grécia

Quarta, 15 de Dezembro de 2004 às 17:50, por: CdB

Dois homens armados com rifles e dinamite, supostamente albaneses, sequestraram um ônibus em Atenas e ameaçam "acender o pavio" na quinta-feira se não receberem 1 milhão de dólares.

O sequestro aconteceu no começo da manhã, e ao anoitecer os sequestradores haviam libertado 17 dos 23 reféns. Mas as libertações pararam abruptamente depois que um dos sequestradores exigiu receber o resgate e ter um motorista à disposição até as 8h de quinta-feira (4h em Brasília) e disse que os dois homens e quatro mulheres restantes não seriam soltos antes disso.

Hassan, como se identificou, fez a exigência por celular a uma TV grega. "Do contrário, vou acender o pavio", afirmou. "Não vou deixar ninguém sair."

Um dos sequestradores então fez um disparo de advertência na direção de um posto de gasolina vizinho. Ninguém ficou ferido.

Centenas de policiais camuflados ou com capacetes estão em torno do ônibus azul, estacionado cerca de 10 quilômetros a leste do centro de Atenas. Dezenas de parentes dos reféns se aglomeram no local.

Em grego fluente, Hassan disse a outra emissora que é russo. Mas autoridades gregas e albanesas estão convencidas de que os sequestradores, assim como alguns dos reféns, são albaneses.

"Um dos albaneses libertados acredita ter identificado um deles como sendo albanês de Elbasan e outro de Berat", afirmou o embaixador albanês em Atenas, Bashkim Zeneli, citando duas cidades do centro de seu país.

A polícia acha que os sequestradores querem se passar por russos para evitar retaliações contra a grande comunidade albanesa na Grécia.

Aparentemente não há feridos dentro do ônibus, mas um refém disse depois de solto que os homens tinham explosivos amarrados na cintura e em uma maleta.

Negociadores passaram o dia conversando com os sequestradores, convencendo-os a soltar os reféns em grupos de dois ou três.

Stella Matara, que continua como refém no ônibus, disse à TV pública, por celular, que os sequestradores querem um motorista que os leve para o aeroporto, onde pretendem libertar o resto dos reféns e embarcar para a Rússia.

O motorista original, o cobrador e uma passageira conseguiram escapar nos primeiros segundos do sequestro, quando houve tiros.

Num bar das redondezas, onde os parentes dos reféns acompanham a tudo grudados na TV, um idoso se mostrava indignado. "Não me importa o que são ou quem são. Quero que libertem minha esposa", disse.

Cerca de 1 milhão dos 11 milhões de habitantes da Grécia são albaneses ou descendentes, o que os torna o maior grupo minoritário do país. Muitos chegaram do país vizinho para participar das obras para os Jogos Olímpicos deste ano.

Dois sequestros cometidos por albaneses em 1999 terminaram com a morte dos sequestradores pela polícia.

Devido ao caso de quarta-feira, o primeiro-ministro Costas Karamanlis adiou para quinta o seu embarque para Bruxelas, onde participa da cúpula da União Européia

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