Zaid Hassan Abd Latif Safarini, um pirata aéreo jordaniano, foi condenado na última quinta-feira a 160 anos de prisão pelo seqüestro, em 1986, do vôo 73 da Pan Am em Karachi (Paquistão). O anúncio é do Departamento de Estado dos EUA.
Safarini se declarou culpado pelas 95 acusações que pesavam contra ele - como as de seqüestro e tomada de reféns -, além das 76 por tentativa de assassinato, e aceitou a pena de 160 anos de cadeia, acrescentou a nota do Departamento de Estado. Em contrapartida, a promotoria concordou em não pedir a pena de morte.
Pelo menos 21 pessoas morreram durante o seqüestro, entre elas cidadãos da Índia, México, Paquistão e Estados Unidos. Ao todo, 72 ficaram feridas.
Em 5 de setembro de 1986, o acusado e mais três cúmplices seqüestraram o avião em uma escala feita durante seu vôo entre Mumbai (ex-Bombaim) e Nova York. O piloto e o engenheiro de vôo pularam da janela da cabine e a máquina não pôde decolar.
Os seqüestradores pediram, então, a libertação de prisioneiros palestinos detidos no Chipre e, quando as autoridades paquistanesas se negaram a atendê-los, abriram fogo contra os reféns.
Seqüestrador paquistanês é condenado a 160 anos de prisão
Quinta, 13 de Maio de 2004 às 23:10, por: CdB