Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Sequestrador do ônibus 723 tinha mandado de prisão pendente por roubo

Domingo, 11 de Maio de 2014 às 10:25, por: CdB
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Ônibus ficou atravessado na Avenida Brasil, na Zona Norte do Rio
O sequestrador do ônibus da linha 723, Paulo Alberto Ferreira da Silva, 33 anos, tinha um mandado de prisão pendente por roubo, expedido pela Justiça em 2013. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o sequestrador tinha quatro passagens pela polícia – três por roubo e um registro por resistência e porte de droga. Paulo Alberto foi preso em flagrante pelos crimes de sequestro qualificado e ameaça, logo após se entregar. Durante o sequestro, o ônibus ficou atravessado na pista laterial da Avenida Brasil, sentido zona oeste, em Guadalupe, subúrbio do Rio. O caso foi registrado na 39ª DP, na Pavuna, onde, além dele, foram ouvidos a companheira de Paulo, o motorista Júlio César Pereira, a estudante Rafaela Lobo, de 18 anos, mantida refém no veículo, e policiais militares que participaram das negociações. O ônibus da Linha 723, que liga os bairros de Cascadura e Mariópolis, passou por perícia em frente à delegacia. A polícia pediu à empresa responsável pela linha de ônibus as imagens de câmeras de monitoramento do veículo. O preso vai ser encaminhado, ainda neste domingo, para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Macumba Delegado-adjunto da 39ª DP (Pavuna), Felipe Santoro afirmou na madrugada deste domingo que Paulo Alberto Ferreira da Silva, de 32 anos, que sequestrou o ônibus da linha 732 (Mariópolis-Cascadura) na Avenida Brasil na tarde de sexta-feira, tentava chamar a atenção de sua ex-mulher. – Ele pegou a menina (Rafaela Lobo, 17 anos) e disse que não ia machucá-la. Ele fez isso pra chamar a atenção da imprensa e da polícia. Durante o depoimento, estava bastante desorientado – afirmou a jornalistas. Santoro ouviu os PMs envolvidos na ocorrência durante a madrugada. A mulher de Paulo Alberto, que se identificou apenas como Rosineia, 19 anos, prestou depoimento na 39ª DP. Segundo ela, os dois estavam separados há cinco dias e têm uma filha de quatro anos. A mulher revelou também que ele não é usuário de crack, conforme divulgado pela Polícia Militar. – Ele nunca me agrediu. Terminamos porque eu estava com ciúmes dele. Mas ele estava limpo, nem fumava mais. Trabalhava de carteira assinada fazendo obras em um hotel no Flamengo. É um bom pai e brincava com nossa filha até mais que eu. Quando o Paulo saiu de casa, ela ficou com febre por dois dias. Você acredita em macumba? Dois dias antes alguém roubou uma blusa minha e outra dele. Ele brigou com um pai de santo e disse que estava sendo ameaçado. Várias vezes me ligava, dizendo que estava com saudades da nossa filha. Vou voltar pra ele – disse.
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