Milhares de sul-coreanos participaram nesta quarta-feira do enterro de Kim Sun-il, o tradutor que foi decapitado por militantes islâmicos no Iraque na semana passada. Intérprete de árabe de 33 anos e cristão devoto que sonhava com o trabalho missionário no mundo árabe, Kim foi morto depois que Seul rejeitou as exigências de retirar os 670 médicos e engenheiros militares do Iraque e de não cancelar o plano de envio de 3.000 soldados ao país.
O caixão de Kim foi levado em uma van funerária e coberto com flores e uma cruz vermelha. Kim era o sétimo de oito irmãos. O funeral foi realizado em um ginásio de Pusan, segunda maior cidade do país e terra natal de Kim, para acomodar as cerca de 3.000 pessoas.
No centro do ginásio havia flores e uma foto enorme de Kim com uma faixa onde se lia: "Eu amo o Iraque." A família divulgou através da mídia uma mensagem conciliatória aos iraquianos, que termina dizendo: "Nós apoiamos a nação iraquiana. Nós amamos o povo do Iraque."
Outras milhares de pessoas deverão participar de atos em Pusan e Seul ainda nesta quarta-feira, organizados por grupos ativistas que tentam usar a morte de Kim para pressionar o governo a cancelar o envio de tropas, programado para agosto.