Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026

Senadores visitam projeto ambiental pioneiro na Baixada Fluminense

Os senadores Augusto Botelho (PT-RO) e Serys Slhessarenko (PT-MT) conheceram, nesta segunda-feira, o primeiro aterro sanitário modelo construído no país. Acompanhados do vice-governador do Rio, Luis Paulo Conde, deputados estaduais e federais, os parlamentares visitaram a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Nova Iguaçu onde, segundo o engenheiro responsável pela obra, Artur Oliveira, "está em curso uma das experiências mais bem-sucedidas da América Latina no manejo de resíduos sólidos, com geração de energia e cuidado com o meio ambiente". O empreendimento é o primeiro no país a contar com o apoio do Banco Mundial (Bird). (Leia Mais)

Segunda, 08 de Setembro de 2003 às 17:10, por: CdB

Os senadores Augusto Botelho (PT-RO) e Serys Slhessarenko (PT-MT) conheceram, nesta segunda-feira, o primeiro aterro sanitário modelo construído no país. Acompanhados do vice-governador do Rio, Luis Paulo Conde, deputados estaduais e federais, os parlamentares visitaram a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) de Nova Iguaçu onde, segundo o engenheiro responsável pela obra, Artur Oliveira, "está em curso uma das experiências mais bem-sucedidas da América Latina no manejo de resíduos sólidos, com geração de energia e cuidado com o meio ambiente". O empreendimento é o primeiro no país a contar com o apoio do Banco Mundial (Bird).
 
Durante o encontro, os parlamentares e o vice-governador foram até o local onde são depositadas cerca de 40 toneladas de lixo por dia. Os resíduos, coletados nos municípios de Nova Iguaçu e Mesquita, na Baixada Fluminense, seguiam até há seis meses, para o Lixão da Marambaia, hoje desativado e em fase de recuperação pela Renova Soluções Ambientais, empresa responsável por gerenciar o processo. Segundo o vice-governador, "Nova Iguaçu lidera, em nível nacional, uma das soluções mais importantes para o meio-ambiente das grandes cidades".
 
­A senadora Serys Slhessarenko também se impressionou com a extensão do empreendimento e elogiou a capacidade do município de encontrar alternativas para "uma questão que aflige os grandes centros urbanos do país".
 
- É preciso que os discursos venham acompanhados de soluções, como é o caso desta iniciativa que, além de equacionar o drama social dos lixões com o aproveitamento da mão-de-obra dos catadores, recolhe os detritos de forma adequada e ecologicamente correta no aterro sanitário. Sem contar que ainda gera recursos para o município através do aproveitamento do gás metano, que se transforma em energia, a ser consumida no próprio município, e em captação financeira junto ao Banco Mundial, de acordo com a legislação internacional prevista para os créditos de carbono, no Tratado de Kioto - resumiu a senadora.
 
Apoio do Bird
 
Pelo projeto, o Banco Mundial compromete-se a pagar pela redução certificada nas emissões de gás metano do lixão, que está sendo recuperado, e do novo aterro sanitário de Nova Iguaçu, usando o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, criado na Convenção de Kyoto sobre Agenda 21 e meio ambiente.  Por meio de um fundo do governo da Holanda, todas as reduções na emissão de gás metano certificadas independentemente até o ano 2012, serão adquiridas a preço de mercado internacional.
 
O projeto é também um exemplo de parceria entre os setores público e privado "que os demais municípios tendem a seguir", observou o vice-governador Luiz Paulo Conde.  Além da Renova S/A, o Município de Nova Iguaçu e o Banco Mundial, o projeto também conta com a participação do Ibama, Ministério do Meio Ambiente, Feema, Emlurb, e Ministério Público.
 
Pela concessão, o município receberá um percentual das receitas geradas pelo aterro com a venda de certificados de redução de emissões e outras atividades geradoras de renda.  O gás não-emitido será usado para a geração de 10 MW/h de energia elétrica limpa, da qual o município de Nova Iguaçu será beneficiado diretamente, reduzindo a gasto público.
 
As modificações no lixão e o novo aterro deram emprego para 80 empregos formais, destinados às pessoas que anteriormente trabalhavam como catadores de lixo, dando-lhes renda fixa e melhores condições de trabalho.
 
Segundo Werner Kornexl, economista do Banco Mundial que também participou da visita ao CTR de Nova Iguaçu, "a experiência do projeto, um dos maiores no mundo nessa área, tem um alto potencial de se reproduzir no Brasil e no mundo, o que pode multiplicar seus resultados, ajudando a transformar lixões em aterros bem gerenciados e geradores de benefícios sociais e econômicos para as suas comunidades"

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