Senadores dos EUA pressionam por mais sanções contra o Irã
Senadores dos EUA anunciaram que seguirão adiante com um novo pacote de sanções contra o Irã, caso o acordo logrado recentemente, no contexto das negociações sobre o seu programa nuclear, não se converta em um acordo definitivo.
Segunda, 02 de Dezembro de 2013 às 09:25, por: CdB
Senador democrata dos EUA, Robert Menéndez
Senadores dos EUA anunciaram que seguirão adiante com um novo pacote de sanções contra o Irã, caso o acordo logrado recentemente, no contexto das negociações sobre o seu programa nuclear, não se converta em um acordo definitivo. O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, o democrata Robert Menéndez, instou os líderes da casa a impor mais sanções como se tratasse de uma “apólice de seguros” nos próximos seis meses, período definido para o acordo nuclear.
As negociações do Irã com o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e a Alemanha) finalmente resultaram num acordo interino, anunciado na semana passada.
Entre os pontos principais, o Irã comprometeu-se a reduzir o enriquecimento de urânio (de 20 a 5%) e a permitir mais acesso às suas instalações nucleares pelos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Em troca, o Ocidente aliviará as graves sanções que impõe ao país persa, assentadas na alegação sobre um objetivo bélico para o programa nuclear iraniano. No caso dos EUA, esta política de coerção é mantida desde 1979, quando o povo persa saiu às ruas e derrubou um regime autocrático monárquico apoiado pelo governo norte-americano.
O alívio das sanções é uma peça central no acordo alcançado, no contexto de um avanço diplomático crucial. Representa, ainda, o único compromisso mais importante feito pelo Ocidente no contexto das negociações. A pressão contínua pela ampliação ou renovação desta medida pode ser um fator desestabilizador que prejudicará o progresso das negociações.
O líder dos republicanos no Comitê de Assuntos Exteriores do Senado, Bob Corker disse que estava “muito desanimado”, já que “enquanto eles (os iranianos) podem enriquecer (urânio), parece que nós estamos violando nossas próprias normas”, ou seja, a da imposição de sanções.
O governo persa tem reiterado o seu direito a um programa nuclear pacífico, de fins energéticos e para a medicina, como membro da AIEA e signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, pelo qual nega um objetivo bélico para o programa.
Apesar do empenho na diplomacia, o Irã não abdicará do seu programa nuclear e fará frente à política de sanções, que visam especialmente o seu setor financeiro, petrolífero e automobilístico, congela bens no exterior e impede, ou dificulta a viagem de líderes e empresários persas.
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