A polícia italiana deteve nesta quinta-feira a senadora licenciada Patrícia Saboya (PDT-CE) depois que ela se envolveu em uma discussão com um outro passageiro do voo que a levava do Brasil à Itália, informou a assessoria de imprensa da parlamentar.
O Itamaraty informou que o embaixador brasileiro em Roma foi acionado e a senadora já foi liberada. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o caso será acompanhado com a atenção devida pela chancelaria brasileira.
Já o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), divulgou uma nota criticando a atuação das autoridades da Itália.
– Venho a público protestar contra os maus tratos e constrangimentos impostos pela polícia italiana à senadora Patrícia Saboya, detida, sem maiores explicações, no Aeroporto de Fiumicino, em Roma –, destacou Azeredo por meio do comunicado.
– Considero esse ato uma prova de desrespeito ao Poder Legislativo e à condição de mulher brasileira e exijo explicações das autoridades competentes do país europeu –, acrescentou.
Segundo a assessoria de imprensa da senadora, uma das amigas que a acompanhava teria espirrado no avião, o que supostamente provocou uma reação agressiva de um passageiro italiano que se sentava perto.
Ele teria levantado a hipótese de a mulher estar contaminada pelo vírus H1N1. A senadora teria então defendido a amiga, entrando na discussão.
No desembarque, de acordo com a assessoria da senadora, o cidadão italiano comunicou o ocorrido a policiais, que detiveram o grupo da senadora em uma sala.
A parlamentar, ex-mulher do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), potencial candidato à Presidência da República em 2010, teria apresentado em vão seu passaporte diplomático.
Devido ao fuso horário, o Itamaraty não conseguiu confirmar a versão da assessoria de imprensa da senadora.