O senador Ramez Tebet (PMDB-MS) morreu na noite desta sexta-feira, vítima de câncer, em Campo Grande (MS). Ele sempre foi considerado um conciliador por seus pares, fosse no PMDB ou em outros partidos.
Em 20 de junho de 2001, assumiu o Ministério da Integração Nacional a convite do então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Três meses depois, teve que deixar a pasta para presidir o Senado, após Jader Barbalho (PMDB-PA) ter sido obrigado a renunciar por causa de uma série de denúncias de corrupção envolvendo recursos da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O Senado vivia, então, um dos períodos de pior crise política.
O PMDB, que tinha a maior bancada na Casa, teve que chegar a um nome que transitasse bem internamente e entre os demais que tinham representação na Casa. O do senador foi praticamente um consenso no partido. Obteve apenas o voto contrário do então senador peemedebista e hoje vice-presidente da República, José Alencar, que se colocou para a apreciação da bancada do partido.
Como parlamentar, Tebet apresentou uma série de projetos, como a proposta de mudança no conceito de empresa nacional; o que estabeleceu a tipificação do crime de tortura; e a mudança da idade para a aposentadoria compulsória do servidor público.
Também foi relator - na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), da qual foi presidente - da Lei de Recuperação de Empresas que substituiu a Lei de Falências.